01 de fevereiro | 2026

Prefeitura confirma 95mm de chuva em três horas na 4.ª feira

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Administração municipal divulgou balanço técnico do temporal de quarta-feira, aponta que volume de água superou a capacidade histórica de drenagem e notifica empresas responsáveis por obras que cederam na Avenida Menina Moça e Andrade e Silva; foco agora é a limpeza das vias e o monitoramento de novas frentes de instabilidade.

DA FOLHA DA REGIÃOA Prefeitura da Estância Turística de Olímpia divulgou na manhã de quinta-feira (29) um balanço oficial detalhado sobre o evento climático severo que atingiu o município na noite de quarta-feira, 28. De acordo com os dados pluviométricos consolidados pela Defesa Civil Municipal, a cidade foi castigada por um volume de 95 milímetros de chuva em um intervalo de aproximadamente três horas.

Para efeito de comparação técnica, esse montante representa uma fração significativa do esperado para todo o mês de janeiro em anos típicos, configurando uma situação de “estresse hídrico extremo” que sobrecarregou instantaneamente todo o sistema de macrodrenagem urbana.

PONTOS NEVRÁLGICOS DA CIDADE

A administração agiu rapidamente, acionando o Comitê de Gerenciamento de Crise ainda durante a precipitação. Equipes da Secretaria de Zeladoria e Meio Ambiente e outros departamentos foram deslocadas para os pontos nevrálgicos da cidade.

O foco inicial foi desobstruir as vias arteriais que servem como escoadouro natural das águas, como a Avenida Aurora Forti Neves, que corta o vale turístico, e a Avenida Desembargador Manoel Arruda.

Maquinários pesados e caminhões-pipa vararam a madrugada removendo lama, galhos e detritos arrastados pela força da correnteza, numa operação descrita pelo Executivo como “necessária para devolver a normalidade à rotina do cidadão o mais breve possível”.

INVESTIMENTOS FUTUROS E A APOSTA NOS PISCINÕES

Em nota, o Executivo reforçou que o cenário enfrentado na quarta-feira valida a necessidade urgente das obras de macrodrenagem que já estão em curso ou em fase de licitação.

A aposta central da gestão para mitigar esses eventos são os “piscinões” – grandes reservatórios de detenção projetados para segurar a água nas cabeceiras dos córregos antes que ela ganhe velocidade e volume destrutivos no centro da cidade.

Segundo a Prefeitura, obras como a do piscinão da região da Avenida Menina Moça e o projeto para o Jardim Paulista (na área do Bar Landão) são fundamentais para alterar a hidrologia local e evitar que a água chegue com violência à parte baixa.

GRANDE VOLUME EM CURTO PERÍODO

“Trata-se de um grande volume de água em um curto período, o que dificulta qualquer sistema de drenagem convencional”, explicou a nota técnica.

A administração pede paciência à população, ressaltando que intervenções dessa magnitude demandam tempo e recursos elevados, muitas vezes dependendo de repasses estaduais e federais que sofreram atrasos burocráticos nos últimos exercícios fiscais.

Enquanto as soluções definitivas de engenharia não são concluídas, a orientação é manter o estado de alerta e a limpeza preventiva das bocas de lobo para evitar obstruções por lixo doméstico.

COLAPSO NA AVENIDA ANDRADE E SILVA E MENINA MOÇA

Sobre as críticas recebidas devido aos problemas em obras recém-inauguradas ou em andamento, a Secretaria de Obras, Engenharia e Infraestrutura adotou uma postura de transparência técnica e responsabilização contratual.

O caso mais grave, a interdição da Avenida Andrade e Silva, via crucial que havia sido liberada ao tráfego em dezembro para aliviar o fluxo de fim de ano, foi diagnosticado como um problema de “recalque”.

Tecnicamente, isso ocorre quando o solo de sustentação sob o asfalto cede devido à infiltração ou má compactação, criando vazios que levam ao colapso da capa asfáltica.

A Prefeitura esclareceu que, embora o trânsito estivesse liberado, a obra das galerias pluviais no subsolo ainda estava tecnicamente “em execução” e não havia passado pela vistoria final de entrega (o chamado “recebimento definitivo” da obra).

ROMPIMENTO DE REDE DE DRENAGEM

Diante disso, a empresa executora foi imediatamente notificada e terá que arcar com os reparos sem qualquer custo adicional aos cofres públicos.

Já na Avenida Menina Moça, o problema foi identificado como o rompimento de uma rede de drenagem adjacente a uma boca de lobo, também exacerbado pela pressão incomum da água, levando à interdição total do trecho por medidas de segurança da Defesa Civil.

MONITORAMENTO CONTÍNUO DA DEFESA CIVIL

O município permanece em estado de atenção máxima. A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu novos alertas meteorológicos indicando a continuidade da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) sobre a região, o que pode trazer mais chuvas nos próximos dias.

A Prefeitura de Olímpia solicita que os moradores evitem descartar lixo nas ruas, pois sacos plásticos e garrafas foram encontrados obstruindo diversas grades de bueiros durante a limpeza após a chuva, agravando significativamente os alagamentos em bairros residenciais e comerciais.

 

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