29 de julho | 2012

Para Polícia morte de criança em abril foi culpa da família

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A polícia de Olímpia concluiu na sexta-feira desta semana, dia 27, um inquérito que investigava a morte do bebê Rafaela dos Santos Pereira, que faleceu aos seis meses de idade, em abril deste ano na Santa Casa local.

Consta que ela teve uma parada cardiorrespiratória depois de passar por uma verdadeira peregrinação por médicos da cidade.

De acordo com a informação divulgada pela TV Tem, no início da noite de sexta-feira, 27/07, a polícia concluiu que não houve negligência médica, mas o inquérito apontou que a família demorou para procurar ajuda especializada.

Também segundo foi divulgado pela emissora de televisão de São José do Rio Preto, que é afiliada à Rede Globo, agora o caso será encaminhado ao Ministério Público de Olímpia. Consta ainda que o Conselho Regional de Medicina também investiga o caso.

Como se recorda, a mãe, a dona de casa Luciana dos Santos da Costa, viveu um verdadeiro calvário porque não conseguiu ao menos uma ambulância para suas locomoções enquanto peregrinava em busca de atendimento médico adequando.

Em uma das vezes, ela não conseguia a ambulância inicialmente para se deslocar da Santa Casa até sua residência no Jardim Boa Esperança, no final da manhã e início da tarde da quarta-feira, um dia antes da filha morrer.

No dia seguinte, ela teria tentado novamente para se locomover com a filha a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), mas também não conseguiu. Por isso, teve de caminhar do Jardim Santa Ifigênia (zona norte) até ao Jardim Antônio José Trindade, na zona sudeste, atrás de um pediatra.

O fato de se deslocar em horários proibitivos para exposição ao sol por várias razões pode ter sido um fator complicador para a desidratação que já incomodava e atrapalhava a vida de Rafaela.

Para a família, inclusive, o médico Fernando Okabe, que realizou o primeiro atendimento na Santa Casa, deveria ter optado pela internação de Rafaela.

SEM VAGAS PARA CONSULTA NA UNIDADE BÁSICA DO BAIRRO

A criança morreu no final da manhã do dia 19, após dois dias de peregrinação pela rede pública de Saúde em busca de atendimento. Quando perguntada se acreditava que houve falha no atendimento, a mãe afirmou revoltada: “Sim e o culpado é o Geninho (prefeito Eugênio José Zuliani), porque pra fazer festa tem dinheiro, mas para empregar médico não. Lá (postinho) tem dois médicos e as moças marcam consulta para 15 crianças e se tem a mais o médico vai lá e acaba com elas. Não podem colocar nem uma pessoa fora aquelas que estão marcadas”, complementou.

Segundo Luciana dos Santos da Costa, tudo começou às três horas da manhã da quarta-feira, 17, quando a criança começou a passar mal.

“Eu levei ela logo de manhã no postinho do Santa Ifigênia e perguntei se tinha algum pediatra para atender e a atendente falou que a agenda estava cheia e não tinha nenhum pediatra. Voltei pra casa e levei ela para a Santa Casa. Chegando lá, o médico perguntou o que ela tinha, eu expliquei e ele nem pôs a mão. Apenas prescreveu medicamento, um sorinho, uma injeção. Aí eu perguntei pra ele o que tinha acontecido. O médico falou que era pra eu dar água e se ela não vomitasse que eu podia ir embora”, contou na época.

A mãe, revoltada, contou que a menina não vomitou no pronto socorro, mas chegando em casa vomitou, mas acabou tendo uma melhora e até dormiu bem. Mas na manhã do dia seguinte, a criança voltou a passar mal.

“Ai levei ela de novo no postinho e a agenda estava cheia e não tinha como ela ser atendida. Então fomos na UBS da Cohab II e o médico Atsushi Kuroishi atendeu e mandou internar ela na Santa Casa”, afirmou.

E continuou: “No hospital ela tomou soro e deitei do lado dela, ela respirou uma vez e parou. Então chamei: minha filha, minha filha e ela não acordou. Chamei a médica e nada; ai a enfermeira pegou ela e levou pra UTI e logo após vieram com a notícia de que não tinham como salvá-la pois ela estava muito desidratada”, lamentou.

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