10 de abril | 2026

Cartão de crédito chega com dívida antes da entrega e caso vira polícia em Olímpia

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Morador recebeu o cartão no dia 6 de março, mas já havia compras registradas dois dias antes; caso foi registrado como estelionato e está sob investigação

Um caso inusitado de possível fraude bancária chamou a atenção das autoridades em Olímpia nesta quinta-feira, 9 de abril. Um corretor de imóveis, morador do bairro Quinta da Colina, procurou a Delegacia de Polícia após descobrir que um cartão de crédito recém-recebido já apresentava débitos lançados antes mesmo de chegar à sua residência.

De acordo com o boletim de ocorrência, o cartão, emitido pelo banco Santander, foi entregue ao cliente no dia 6 de março de 2026. No entanto, ao consultar a fatura cerca de um mês depois, em 6 de abril, ele identificou diversas transações realizadas no dia 4 de março, ou seja, dois dias antes da entrega física do cartão.

TRANSAÇÕES DESCONHECIDAS GERAM PREJUÍZO E PREOCUPAÇÃO

A vítima relatou à Polícia Civil que não reconhece nenhuma das compras registradas na fatura e afirmou que, na data das movimentações, o cartão ainda não estava sob sua posse. O caso levanta suspeitas sobre possível vazamento de dados ou uso indevido das informações do cartão antes mesmo de sua entrega ao titular.

Além do prejuízo financeiro, o corretor também relatou transtornos causados por cobranças insistentes relacionadas aos débitos desconhecidos, o que aumentou a preocupação e motivou o registro formal da ocorrência.

CASO É INVESTIGADO COMO ESTELIONATO

A ocorrência foi registrada como estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal, e até o momento a autoria do crime é desconhecida. O boletim foi elaborado pela agente Ana Laura Pimenta Ruffo, sob supervisão do delegado Daniel do Prado Gonçalves, na unidade policial de Olímpia.

As autoridades devem apurar como os dados do cartão foram utilizados antes da entrega, incluindo a possibilidade de falha na cadeia de emissão, transporte ou segurança das informações bancárias.

PRAZO LEGAL E CONTINUIDADE DAS INVESTIGAÇÕES

Durante o atendimento, a vítima foi orientada quanto ao prazo decadencial de seis meses para representar criminalmente contra o autor do crime, assim que houver identificação. O boletim foi assinado digitalmente e uma cópia foi disponibilizada ao denunciante.

O caso foi encaminhado para outra unidade policial, que ficará responsável pelo aprofundamento das investigações. A situação serve como alerta para consumidores, destacando a importância de monitorar regularmente extratos bancários e faturas, especialmente após o recebimento de novos cartões de crédito.

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