12 de abril | 2026
Especialistas apontam que cansaço constante já virou padrão de vida
Médicos, psicoterapeuta e personal trainer identificam combinação de fatores físicos e emocionais como responsáveis pelo aumento de pessoas vivendo no modo automático.

O cansaço constante, a falta de energia e a sensação de viver no “modo automático” deixaram de ser situações isoladas e passaram a representar um padrão crescente na sociedade. Em levantamento com profissionais da saúde e da área comportamental, o cenário descrito é de uma população que funciona, mas já não consegue desacelerar.
A personal trainer e empresária Amanda Bailão afirma que o problema é multifatorial. Segundo ela, a sobrecarga de tarefas, o excesso de estímulos digitais, a má qualidade do sono e a pressão emocional contínua formam um conjunto que impede o descanso real. Ela resume a situação de forma direta ao afirmar que o corpo pode parar, mas a mente continua ativa.
O ESGOTAMENTO NÃO É SÓ FÍSICO
O psicoterapeuta e mentor Darcio Bispo aponta que o maior cansaço atual não é físico, mas emocional. Ele destaca que as pessoas vivem tentando dar conta de tudo, agradar a todos e lidar com cobranças constantes, acumulando um desgaste silencioso.
Segundo ele, esse processo leva a um estado em que as pessoas passam a funcionar no automático, sem presença e sem conexão consigo mesmas. O resultado é um esgotamento que muitas vezes rtf09oxc87u9só é percebido quando já compromete a saúde emocional.
CORPO COMEÇA A DAR SINAIS
O médico clínico geral Dr. Wilkin Ferreira alerta que esse padrão tem consequências diretas na saúde. Ele aponta sintomas como queda de imunidade, dores no corpo, problemas de memória e alterações no sono.
Já a médica endocrinologista Dra. Suelen Mazer Laraia reforça que o estilo de vida atual desorganiza o funcionamento do organismo. Segundo ela, alimentação inadequada, sedentarismo e ausência de rotina de sono estruturada comprometem o metabolismo e os níveis de energia, tornando o cansaço um reflexo do próprio modo de vida.
ULTRAPASSANDO LIMITES
A busca por produtividade e resultados tem levado muitas pessoas a ultrapassarem seus próprios limites. Para os especialistas ouvidos, a chamada cultura da alta performance, quando mal interpretada, tem contribuído diretamente para o aumento do cansaço crônico.
A personal trainer Amanda Bailão afirma que existe uma falsa ideia de que estar sempre ocupado é sinônimo de sucesso. Segundo ela, isso faz com que muitas pessoas negligenciem o descanso e a própria saúde.
DESCANSO PASSA A SER VISTO COMO FRAQUEZA
O psicoterapeuta Darcio Bispo avalia que a alta performance se tornou uma armadilha, fazendo com que as pessoas se sintam culpadas por descansar e ultrapassem constantemente seus limites.
Na mesma linha, o Dr. Wilkin Ferreira destaca que o problema não está em buscar crescimento, mas em ignorar as necessidades básicas do corpo. Para ele, o descanso não é luxo, mas uma necessidade essencial.
SAÚDE FICA EM SEGUNDO PLANO
A endocrinologista Dra. Suelen Mazer Laraia aponta que, nesse cenário, hábitos essenciais como alimentação adequada, sono de qualidade e atividade física acabam sendo deixados de lado.
Segundo ela, isso gera um efeito contrário ao esperado: aumento da fadiga, queda de desempenho e impacto negativo na saúde metabólica e hormonal. O resultado é um ciclo contínuo de desgaste que se retroalimenta.
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