12 de junho | 2026

Vendedora é ameaçada e ofendida dentro da loja onde trabalha, em Olímpia

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Vítima relatou ter sido humilhada na frente de colegas e clientes por duas mulheres com quem mantém desavenças familiares e manifestou desejo de representar criminalmente contra as autoras

Uma vendedora de 25 anos procurou a Delegacia de Olímpia na tarde de quinta-feira (11) para registrar um boletim de ocorrência por ameaça, crime previsto no artigo 147 do Código Penal. Segundo o documento, o caso aconteceu por volta das 15h20 do mesmo dia, dentro de uma loja no centro da cidade, onde a vítima trabalha.

De acordo com o boletim, L. A. S. relatou ser esposa do suposto pai de uma criança cuja mãe move processo judicial de reconhecimento de paternidade. As autoras da ameaça seriam B.M., sobrinha da mãe da criança, e a genitora dela, F.M.

DESAVENÇA FAMILIAR

A vítima contou que estava em seu local de trabalho quando avistou as duas mulheres entrando no estabelecimento. Por conhecê-las em razão dos desentendimentos familiares já existentes, dirigiu-se para os fundos da loja, mas percebeu que ambas conversaram inicialmente com uma colega de trabalho, ouvida como testemunha, e em seguida passaram a se dirigir até ela.

Ao se aproximarem, B. teria começado a proferir ofensas e ameaças. Segundo o registro policial, ela teria dito: “É você que é a L.? A próxima vez que você chamar meu sobrinho de bastardo, vou te pegar na rua. E você não encosta a mão em mim, porque se encostar vai ser muito diferente da maneira que vou te encostar. Você é chifruda”.

OFENSAS E DEBOCHE

Na sequência, ainda conforme o boletim, F. também teria passado a ofender a vendedora, mandando que ela calasse a boca, dirigindo-lhe xingamento e afirmando: “Eu estou gravando bem a sua cara”.

Após as agressões verbais e ameaças, as duas deixaram o local, mas teriam continuado a provocar a vítima, fazendo gestos com as mãos simulando chifres e emitindo sons em tom de deboche.

A vendedora acrescentou que toda a situação ocorreu em seu ambiente de trabalho, na presença de colegas e clientes, circunstância que, segundo ela, lhe causou profundo constrangimento e humilhação.

ADVERTÊNCIA NO TRABALHO

A vítima informou ainda que o inspetor da loja presenciou os fatos e que, em razão da confusão ocorrida no estabelecimento, ela acabou recebendo uma advertência. Ela alegou também que no local existem câmeras de monitoramento que podem comprovar o ocorrido.

Por fim, a vendedora manifestou o desejo de representar criminalmente contra B. e F. pelo crime de ameaça.

Ela foi orientada quanto ao prazo decadencial de seis meses para o oferecimento da representação criminal, contado a partir da data do conhecimento da autoria.

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