24 de junho | 2026
Startup de médico olimpiense lidera avaliação mundial de IA para consultas clínicas
Cofundado por João Paulo Cristofolo, o Greenbook auxilia profissionais em diagnósticos, interpretação de exames e definição de condutas. Plataforma já é utilizada por mais de 150 médicos e foi tema de reportagem do Valor Econômico.
O médico João Paulo Cristofolo, natural de Olímpia e residente no município, é um dos fundadores do Greenbook, plataforma brasileira de inteligência artificial desenvolvida para apoiar médicos durante consultas, diagnósticos, análise de exames e definição de tratamentos.
Em abril de 2026, o sistema alcançou o primeiro lugar na categoria de consulta clínica em uma avaliação baseada no HealthBench Professional, conjunto de testes desenvolvido pela OpenAI para medir o desempenho de ferramentas de inteligência artificial em situações relacionadas à medicina.
AVALIAÇÃO REUNIU 525 CENÁRIOS CLÍNICOS
O HealthBench Professional é composto por 525 cenários clínicos elaborados por 262 médicos de mais de 60 especialidades e 50 países. A proposta é avaliar a capacidade dos sistemas de responder a situações semelhantes às enfrentadas por profissionais no atendimento diário.
Segundo as informações divulgadas pelo Greenbook, a plataforma obteve a melhor colocação na categoria de consulta clínica, ficando à frente de outros sistemas de inteligência artificial e de médicos especialistas submetidos ao mesmo conjunto de situações.
SISTEMA FUNCIONA COMO APOIO AO MÉDICO
O Greenbook é apresentado como um copiloto médico, ou seja, uma ferramenta incorporada à rotina do profissional para auxiliar na organização e na análise de informações clínicas.
A plataforma pode ser utilizada na interpretação de exames, na avaliação de sintomas, no levantamento de hipóteses diagnósticas e na consulta de informações que ajudem o médico a decidir a conduta mais adequada para cada paciente.
PLATAFORMA NASCEU DE UMA DEMANDA CLÍNICA
A empresa foi criada por João Paulo Cristofolo em parceria com Arthur Melo e Jordan Vasconcelos. Segundo os fundadores, o projeto surgiu da percepção de que profissionais precisam tomar decisões complexas diariamente, muitas vezes sem acesso imediato a todas as informações disponíveis.
O objetivo declarado é reduzir falhas decorrentes da falta de dados ou da dificuldade de consultar, em pouco tempo, conteúdos médicos relacionados ao caso atendido. A decisão final, no entanto, permanece sob responsabilidade do profissional de saúde.
MÉDICO MORA E ATENDE EM OLÍMPIA
João Paulo mantém residência e atividade profissional em Olímpia, onde possui clínica médica. Seus dois sócios são do interior de Minas Gerais, e o desenvolvimento da empresa ocorreu distante dos principais polos nacionais de tecnologia.
Atualmente, o Greenbook faz parte da rotina de mais de 150 médicos ativos. Segundo a empresa, dois profissionais que atuam na Europa também já utilizam a plataforma.
PARCERIA FOI NOTICIADA PELO VALOR ECONÔMICO
O Greenbook ganhou espaço nacional após ser citado em uma reportagem do jornal Valor Econômico sobre a parceria firmada com a testfy, empresa da área de medicina de precisão e testes genéticos.
A integração entre as duas plataformas busca reunir informações clínicas, resultados de exames e dados genéticos para apoiar decisões médicas e ampliar a personalização dos tratamentos.
FUNDADOR DEFENDE USO DA IA PARA REDUZIR ERROS
João Paulo afirma que a plataforma foi criada para fornecer ao médico informações relevantes no momento da tomada de decisão.
“Erros médicos custam vidas. Criamos o Greenbook para ser o copiloto que todo médico merece ter ao lado — presente no diagnóstico, na conduta, na decisão que não pode errar. Com a informação certa, na hora certa, o médico salva mais”, declarou.
META É CHEGAR A 25 MIL PROFISSIONAIS
A empresa pretende alcançar, nos próximos 24 meses, cerca de 4% dos médicos brasileiros. A estimativa divulgada pelos fundadores corresponde a mais de 25 mil profissionais utilizando o sistema.
O planejamento também inclui projetos-piloto em Unidades de Pronto Atendimento de municípios parceiros, com a implantação da ferramenta em serviços públicos de saúde.
OLÍMPIA PODERÁ RECEBER PROJETO-PILOTO
João Paulo declarou que pretende iniciar a utilização pública da plataforma em sua cidade natal.
“Meu sonho é que Olímpia seja a primeira cidade do Brasil a ter o Greenbook dentro da sua rede pública de saúde”, afirmou.
USO NA REDE PÚBLICA AINDA É PROJETO
Até o momento, não foi divulgada a formalização de parceria entre o Greenbook e a Prefeitura de Olímpia. A implantação em UPAs e outros serviços municipais permanece entre os planos apresentados pela empresa.
Também não foram informados prazos, custos ou modelo de contratação para uma eventual utilização da plataforma pelo poder público.
FERRAMENTA É VOLTADA A PROFISSIONAIS DE SAÚDE
O Greenbook foi desenvolvido para uso por médicos e não substitui consultas, exames ou avaliações presenciais. A ferramenta atua como suporte informacional para profissionais habilitados.
A plataforma mantém informações sobre seus serviços e funcionalidades em seu endereço oficial na internet.
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