07 de julho | 2026

Motorista perde mais de R$ 76 mil em golpe da falsa revisão de juros de financiamento

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Morador de Olímpia acreditou na promessa de redução dos juros do financiamento de seu veículo, realizou sucessivos pagamentos ao longo de 20 dias e só percebeu o golpe após não receber nenhum dos valores prometidos. Prejuízo registrado chega a R$ 76.650,25.

Um motorista de 44 anos, morador do bairro Quinta da Colina, em Olímpia, procurou a Polícia Civil para denunciar ter sido vítima de um golpe que lhe causou prejuízo de R$ 76.650,25. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi convencido por supostos representantes de uma empresa de assessoria financeira a realizar diversos pagamentos sob a promessa de obter revisão dos juros do financiamento de seu veículo e receber valores que teriam sido cobrados indevidamente pela instituição financeira.

De acordo com o relato da vítima, o contato teve início após ela visualizar um anúncio da empresa “E. Soluções Financeiras” na rede social Facebook. A propaganda oferecia assessoria jurídica para redução dos juros do financiamento. Interessado, o motorista entrou em contato com a empresa no dia 4 de junho e forneceu seu número de telefone para prosseguir com o atendimento.

PAGAMENTOS COMEÇARAM COM R$ 3 MIL

Ainda conforme o boletim, representantes da empresa informaram que seria necessário o pagamento inicial de R$ 3 mil, parcelado em seis vezes no cartão de crédito, para dar início ao suposto processo de revisão contratual. Após o pagamento, a vítima foi informada de que teria direito à restituição de R$ 27 mil referentes a juros considerados abusivos.

Entretanto, para que esse valor fosse liberado, os golpistas passaram a exigir novos depósitos. O motorista realizou então outro pagamento, desta vez de R$ 8.133,40, também parcelado no cartão de crédito. Mesmo após a quitação, o dinheiro prometido nunca foi depositado.

NOVAS PROMESSAS LEVARAM A MAIS PAGAMENTOS

Na sequência, segundo a ocorrência, os supostos consultores informaram que a vítima teria direito ao recebimento de R$ 98 mil, mas condicionaram a liberação do valor ao pagamento de mais R$ 9.500. Acreditando nas explicações apresentadas, o motorista efetuou novamente o pagamento por meio de cartão de crédito.

Depois disso, os contatos continuaram e novos valores passaram a ser exigidos sob a justificativa de que seriam reembolsados pela instituição financeira responsável pelo financiamento. A vítima efetuou pagamentos de R$ 10 mil e R$ 4.547,30 por boletos bancários, além de uma transferência via PIX no valor de R$ 10 mil.

EXIGÊNCIAS CONTINUARAM MESMO APÓS OS DEPÓSITOS

Mesmo após os sucessivos pagamentos, os supostos representantes da empresa voltaram a fazer contato em 18 de junho, afirmando que o motorista teria direito a receber R$ 140 mil. Para liberar o novo montante, exigiram outro pagamento de R$ 20.069,55, realizado em cinco parcelas por meio de cartão de crédito.

Dias depois, em 22 de junho, foi solicitado mais um depósito, desta vez de R$ 8 mil, pago em parcela única. Já em 24 de junho, a vítima realizou outro pagamento de R$ 3.400 por boleto bancário, acreditando que finalmente receberia os valores prometidos.

CHAMADAS DE VÍDEO E DOCUMENTOS DÃO APARÊNCIA DE LEGALIDADE

O boletim relata que, durante toda a negociação, os supostos representantes realizavam chamadas de vídeo com a vítima para transmitir maior credibilidade. Também encaminhavam documentos intitulados “Termo de Autorização de Pagamento”, cuja assinatura era apresentada como condição indispensável para dar continuidade ao procedimento e liberar os recursos prometidos.

Além disso, os golpistas afirmavam constantemente que, caso a vítima deixasse de efetuar qualquer dos pagamentos solicitados, perderia todos os valores já desembolsados e deixaria de receber as restituições referentes aos supostos juros abusivos do financiamento.

PREJUÍZO CHEGA A R$ 76,6 MIL

Após perceber que nenhum dos valores prometidos havia sido depositado, o motorista concluiu que havia sido vítima de estelionato e procurou a Delegacia de Polícia de Olímpia para registrar a ocorrência.

Segundo o boletim, o prejuízo total informado pela vítima soma R$ 76.650,25. O homem também apresentou à polícia diversos números de telefone utilizados pelos supostos representantes da empresa para realizar ligações, chamadas de vídeo, envio de mensagens e cobrança dos pagamentos. O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil.

 

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