07 de julho | 2026

Vendedora denuncia ameaças após tentar devolver produtos não vendidos de sex shop

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Balconista de 29 anos afirma que vendedor ambulante recusou receber mercadorias de volta, passou a exigir pagamento integral e enviou mensagens com ameaças e ofensas pelo WhatsApp. Caso foi registrado como ameaça e injúria.

Uma balconista de 29 anos procurou a Delegacia de Polícia de Olímpia para denunciar ter sido ameaçada e ofendida por um vendedor ambulante após tentar devolver produtos de sex shop que não conseguiu revender. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima passou a receber mensagens intimidatórias pelo WhatsApp depois de propor o pagamento apenas pelos itens efetivamente comercializados. O caso foi registrado pelos crimes de ameaça e injúria.

De acordo com o relato prestado à Polícia Civil, a mulher realizou uma negociação com um vendedor identificado como Gustavo, que comercializava produtos de sex shop no bairro onde ela trabalha. Ela recebeu mercadorias avaliadas em R$ 944,30 para revenda, com previsão de receber comissão de 30% sobre as vendas. Também foi estabelecido prazo de 60 dias para a comercialização dos produtos, quando então deveria efetuar o pagamento por meio de PIX.

PROPOSTA DE DEVOLUÇÃO FOI RECUSADA

Ainda conforme o boletim, ao término do período combinado, a balconista informou que não havia conseguido vender todos os produtos e entrou em contato com o vendedor para devolver os itens restantes, propondo pagar apenas pelos que haviam sido efetivamente comercializados.

Segundo a vítima, o vendedor recusou a proposta e passou a exigir o pagamento integral de toda a mercadoria entregue. A partir desse momento, teria iniciado uma série de mensagens com ameaças, afirmando que iria até o local de trabalho da mulher para constrangê-la diante dos colegas caso ela não efetuasse o pagamento total, dizendo que resolveria a situação “de outra forma”.

MENSAGENS TAMBÉM CONTINHAM OFENSAS

Além das ameaças, a mulher relatou à polícia que recebeu diversas mensagens ofensivas. Conforme registrado no boletim, ela afirma ter sido chamada de “sonsa”, “besta”, “otária” e outros xingamentos enviados pelo aplicativo de mensagens.

A vítima informou ainda que teme por sua integridade física em razão do comportamento adotado pelo vendedor após a tentativa de devolução dos produtos.

VÍTIMA FOI ORIENTADA SOBRE REPRESENTAÇÃO

O boletim foi registrado na Delegacia de Polícia de Olímpia e encaminhado para a unidade policial competente. Como os crimes de ameaça e injúria dependem de manifestação da vítima, a balconista foi orientada quanto ao prazo legal de seis meses para oferecer representação criminal pelo crime de ameaça e apresentar queixa-crime em relação ao delito de injúria, contado a partir da identificação da autoria.

 

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