28 de julho | 2026

Tereos mapeia 162 mil hectares e cria novo modelo de manejo para aumentar produtividade e sustentabilidade no campo

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Projeto identificou 501 tipos de solo e definiu 15 grupos de manejo, permitindo decisões mais precisas sobre preparo, plantio e colheita nas áreas agrícolas da companhia

A Tereos, uma das líderes globais na produção de açúcar, etanol, energia e amidos, concluiu uma das mais abrangentes iniciativas de mapeamento de solos já realizadas em suas áreas agrícolas próprias. Em parceria com a consultoria Athenas, a empresa mapeou cerca de 162 mil hectares, identificando 501 tipos de solo que foram organizados em 15 grupos de manejo, criando uma base técnica para tornar as operações agrícolas mais eficientes, sustentáveis e produtivas.

O projeto representa um importante avanço na agricultura de precisão adotada pela companhia, permitindo que o planejamento das atividades seja realizado de acordo com as características específicas de cada ambiente produtivo. A expectativa é ampliar o potencial produtivo dos canaviais, reduzir desperdícios, minimizar riscos e fortalecer práticas de agricultura regenerativa.

MAPEAMENTO DETALHADO ORIENTA DECISÕES NO CAMPO

Para alcançar esse nível de detalhamento, a Tereos realizou análises em 7.750 pontos de tradagens e abriu 561 trincheiras para estudos aprofundados do perfil do solo. O levantamento forneceu informações que permitem compreender melhor as características físicas e estruturais das áreas agrícolas, oferecendo uma visão mais precisa das condições de cultivo.

Com esses dados, a empresa poderá definir de forma mais assertiva as melhores janelas para operações como preparo do solo, plantio e colheita em cada fazenda. A estratégia permite adequar o manejo às particularidades de cada ambiente produtivo, aumentando a eficiência operacional e reduzindo impactos negativos provocados por intervenções realizadas em momentos inadequados.

PLANEJAMENTO VARIETAL GANHA MAIS PRECISÃO

O novo modelo também fortalece o planejamento varietal dos canaviais. A classificação dos diferentes ambientes de produção permitirá indicar as variedades de cana-de-açúcar mais adequadas para cada tipo de solo, considerando ainda a época prevista para a colheita.

Segundo a companhia, essa integração entre manejo do solo, escolha das variedades, calendário de plantio e estratégia de colheita contribui para ganhos agronômicos e logísticos simultaneamente. O objetivo é construir um modelo de produção cada vez mais eficiente, elevando o desempenho agrícola e otimizando os recursos disponíveis.

REDUÇÃO DE RISCOS E MAIOR SUSTENTABILIDADE

Além dos ganhos de produtividade, o projeto contribui para reduzir riscos associados à erosão e à compactação do solo, problemas que comprometem o desenvolvimento das lavouras e podem gerar perdas ao longo da safra.

A iniciativa também melhora a utilização dos recursos empregados nas operações agrícolas e aumenta a precisão no planejamento das atividades durante todo o ciclo produtivo, favorecendo uma agricultura mais sustentável e alinhada às características naturais de cada área.

AGRICULTURA REGENERATIVA E USO DE DADOS

De acordo com José Olavo Vendramini, superintendente de Excelência Agronômica e Negócios Agrícolas da Tereos, o projeto reforça o papel da tecnologia e da inteligência de dados na construção de uma agricultura moderna e regenerativa.

“Ao entender melhor o solo, conseguimos planejar cada operação com mais precisão, do preparo ao plantio e à colheita, reduzindo desperdícios, minimizando riscos e aproveitando melhor o potencial de cada área”, afirma o executivo.

PRÓXIMOS PASSOS

A iniciativa faz parte do conjunto de práticas de agricultura regenerativa que a Tereos vem ampliando nas últimas safras. A companhia pretende incorporar de forma definitiva as informações obtidas ao planejamento operacional, transformando os dados coletados em decisões cada vez mais precisas no campo.

Nos próximos anos, o conhecimento gerado pelo mapeamento deverá servir de base para avanços contínuos na produtividade, na eficiência operacional e na sustentabilidade das áreas agrícolas da empresa, consolidando um modelo de produção orientado por dados e adaptado às características de cada ambiente produtivo.

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