11 de setembro | 2026

Euripinho e Nuguete são absolvidos em júri de quase seis horas

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Atuaram na defesa os advogados Galib Jorge Tannuri, Wilquem Manoel Neves Filho, Marcos Antônio Santos, Ana Beatriz Campos e Arnaldo dos Santos Galbiero.

O Conselho de Sentença absolveu Euripedes Augusto de Melo, o “Euripinho”, de 67 anos, e Elton Régis Albertino, o “Nuguete”, de 39 anos, no julgamento realizado na quinta-feira, 10, no Fórum de Olímpia. Formado por cinco homens e duas mulheres, o júri acolheu a tese de negativa de autoria apresentada pela defesa.

Os dois eram os últimos réus a serem julgados no processo relacionado ao chamado “tiroteio da Senador”, ocorrido em 2017 e que terminou com a morte do cobrador Leandro Ribas, de São José do Rio Preto. Como o processo foi desmembrado, os acusados foram julgados em diferentes datas entre 2025 e 2026.

PROMOTOR TAMBÉM PEDIU A ABSOLVIÇÃO

O julgamento de Euripinho e Nuguete durou aproximadamente seis horas e meia e foi presidido pelo juiz Wellington Urbano Marinho, de Barretos. Durante os debates, o promotor Thiago Allan Xavier também pediu a absolvição dos dois.

O representante do Ministério Público entendeu que não havia provas suficientes da participação dos réus no tiroteio. Conforme apresentado no julgamento, Euripinho estava dentro de um quarto de sua residência quando foi atingido por um disparo no braço. Nuguete, por sua vez, não estaria armado e teria ido ao imóvel para levar funcionários do corretor que receberiam seus pagamentos mensais.

DEFESA SUSTENTOU NEGATIVA DE AUTORIA

Atuaram na defesa os advogados Galib Jorge Tannuri, Wilquem Manoel Neves Filho, Marcos Antônio Santos, Ana Beatriz Campos e Arnaldo dos Santos Galbiero.

A defesa sustentou a negativa de autoria, tese que acabou acolhida pelos jurados. Com a absolvição de Euripinho e Nuguete, terminou a sequência de julgamentos resultante do processo criminal iniciado após o episódio de julho de 2017.

PROCESSO FOI DESMEMBRADO

O primeiro envolvido levado a júri depois do desmembramento foi o policial militar aposentado e cobrador Márcio Aparecido Macri. Acusado de cinco tentativas de homicídio, ele foi absolvido em julgamento realizado em 2025.

No início deste ano, Paulo Sérgio Vieira, o “Paulinho”, foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por tentativa de homicídio contra Macri. Em relação à acusação de homicídio contra Leandro Ribas, porém, Paulinho foi absolvido.

LAÉRCIO PEÃO E NIM PEÃO TAMBÉM FORAM ABSOLVIDOS

Em março deste ano, foram julgados Laércio Marques, o “Laércio Peão”, e Emerson Aliseu Teixeira, conhecido como “Nim Peão”. Os dois também foram absolvidos pelo Conselho de Sentença.

A etapa final ocorreu na quinta-feira, com Euripinho e Nuguete. Com a decisão dos jurados, foram concluídos os julgamentos dos réus que ainda respondiam perante o Tribunal do Júri nesse processo.

TIROTEIO ACONTECEU EM JULHO DE 2017

O caso ocorreu em 11 de julho de 2017, na Rua Senador Vergílio Alves, em Olímpia. Os cobradores Márcio Macri e Leandro Ribas, ambos de São José do Rio Preto, foram até a residência de Euripinho para cobrar uma suposta dívida.

Euripinho sustentava que o débito já havia sido pago ao advogado Antônio Laraia. Houve um desentendimento em frente à residência e, na sequência, ocorreu o tiroteio.

UM MORREU E TRÊS FICARAM FERIDOS

Leandro Ribas morreu em consequência dos disparos. Laércio Peão, Paulinho e Euripinho ficaram feridos durante o confronto.

Márcio Macri não foi atingido. O episódio deu origem ao processo que, após o desmembramento, resultou nos diferentes julgamentos realizados até a absolvição de Euripinho e Nuguete.

 

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