28 de setembro | 2026
“A Árvore que Acordou Chorando” – dedicado à Amazonia
A Árvore que Acordou Chorando
Cerca de 34% das escolas brasileiras não realizam atividades de Educação Ambiental, segundo dados do Censo Escolar 2024. O número preocupa a escritora, psicóloga e publicitária Gilce Velasco, que acaba de lançar pela editora Faz História, o livro infantojuvenil “A Árvore que Acordou Chorando”, dedicado à Amazônia. A obra conta a história da Sumaúma, árvore que se desespera ao presenciar a chegada de madeireiros à floresta. O barulho das motosserras, porém, alerta uma comunidade indígena, que se une a agentes do IBAMA para impedir o desmatamento ilegal. Para Gilce, a Educação Ambiental deve começar ainda na infância, e a literatura pode ajudar a aproximar as crianças das questões ecológicas. O livro tem prefácio do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e apresentação do ambientalista Luiz Villares. As ilustrações são de Felipe Ferradans, que estreia na literatura infantil. A publicação também traz um glossário pedagógico para estimular atividades em família e na escola sobre a fauna e a flora amazônicas.
Poemas Trágicos de uma Adolescente Deprimida
Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e ao diálogo sobre saúde emocional, a literatura pode ajudar a criar espaços de escuta e acolhimento. É nesse contexto que Poemas Trágicos de uma Adolescente Deprimida – Uma Jornada da Infância para a Maturidade”, da escritora brasileira Érica Domingos, ganha destaque. Publicado pela Editora Telha, o livro reúne poemas escritos pela autora durante a adolescência e publicados cerca de 30 anos depois. Nascida no Rio de Janeiro e atualmente residente em Oslo, na Noruega, Érica encontrou na escrita uma forma de expressar sentimentos que não conseguia compartilhar. Sob o pseudônimo “Imperatriz”, registrava angústias, medos e inquietações enquanto mantinha diante de familiares e amigos uma imagem alegre. Guardados pela mãe durante três décadas, os textos chegam agora ao público como um relato sobre depressão, vulnerabilidade e amadurecimento. A autora espera que a publicação ajude a estimular conversas sobre sofrimento emocional, especialmente entre adolescentes, pais, educadores e familiares. Ao transformar uma experiência íntima em livro, a escritora também revisita a própria história e propõe uma reflexão sobre a importância da escuta e do acolhimento diante de sentimentos que muitas vezes permanecem escondidos.
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