13 de maio | 2008
Polícia divulga vídeo em que acusado confessa autoria de duplo assassinato

No vídeo, ele afirma que matou Olício Borges Vilela, 57 anos, e sua esposa Terezinha Vicente Borges Vilela, 52 anos, a marretadas na Estância Santa Luzia.
Com bastante frieza e riqueza de detalhes, contou que primeiro matou o homem com um golpe na cabeça, na varanda da casa. E, depois, matou Terezinha com outros três golpes, na cozinha.
A mulher teria visto o marido ser morto e gritado por socorro, antes de também ser assassinada.
O delegado João Brocanello comentou, que a princípio o acusado falou sobre o crime com detalhes, mas que na presença do advogado negou tudo.
Carmo foi preso na tarde do sábado, 10, acusado de ter assassinado o casal com requintes de crueldade, na noite da quinta-feira, 8, por volta das 22 horas.
Inicialmente classificado como duplo homicídio, o crime passou a ser considerado latrocínio – roubo seguido de morte – em razão de terem sido levados R$ 200 de Olício e R$ 400 de Terezinha.
A motocicleta possivelmente utilizada por Carmo pertenceria a um primo que a teria emprestado. O veículo, segundo a polícia, teria sido devolvido com marcas de sangue. Embora lavada logo em seguida, a moto deve passar por perícia.
Nielson tem condenação em três processos, um deles por latrocínio, pelo qual foi condenado à pena de 13 anos e quatro meses de reclusão; outro por tentativa de estupro pelo qual foi sentenciado a dois anos, os dois crimes cometidos contra a mesma vítima.
Foi processado também por porte de entorpecente, em que provou ser usuário e foi absolvido. Ele estava preso no Instituto Penal Agrícola de São José do Rio Preto (IPA) e teria saído na noite de quarta-feira beneficiado pelo indulto do Dia das Mães.
Alexandre Borges Vilela, filho do casal assassinado, contesta as afirmações do acusado do crime, que teriam conhecimento mútuo. Ele conta que chegou em casa por volta das 11 horas da quinta-feira, 8 de maio, e percebeu a chegada de Nielson, inclusive perguntado sobre a chácara que pertenceria a “Fabinho Calango”.
Sobre o Nielson propriamente dito, disse que conhece de rua e por causa dos fatos que o envolveram levando a ser condenado a mais de 15 anos de prisão. Porém, de acordo com Alexandre, a pessoa ou pessoas que praticou o crime teria levado certa quantia em dinheiro.
“Ele andou falando que tinha um contato comigo de droga. Nunca. Na minha vida eu só fiz trabalhar. A pessoa que mexe com drogas não levanta às sete horas para trabalhar não. Muita gente me conhece. Graças a Deus na minha vida nunca precisei disso”, reclamou.
Por outro lado, o advogado Antônio Martins Correia, informou na segunda-feira desta semana, em entrevista a uma emissora de rádio, que um cliente seu que é conhecido como “Fabinho Calango”, registrou um boletim de ocorrência de injúria na Delegacia de Olímpia, reclamando de seu nome ter sido citado como sendo traficante de drogas pelo acusado da morte do casal.
“Pode haver outros “Fábio Calango”, mas a princípio, o Fabinho por ser muito conhecido em Olímpia, achou no dever de responder que ele nunca se envolveu ou se viu envolvido em ato policial. Agora esse ‘camarada’ (sic) quer desmerecer a figura de um homem de bem. Ressaltamos que pode haver e talvez ele esteja referindo, talvez não, com certeza ele esteja referindo a outro “Fabinho Calango”.
Mas como esse Fabinho também tem apelido de Calango, ele achou por bem trazer a notícia para todos de que ele nunca se envolveu em qualquer ato ilícito, nem em ocorrência policial. Tanto é que ele registrou boletim de injuria, calunia e difamação e estaremos adotando as medidas cabíveis para que esse indivíduo, se ele tem algum amigo que tenha essa alcunha de “Calango”, que traga para a polícia qual é essa pessoa.
Que seja feita, se necessária, acareação”, disse Correia.
O corpo do casal morto a marretadas foi encontrado pelo filho Alexandre, na manhã da sexta-feira, 9, por volta das 11 horas, quando chegava para almoçar, como de costume, e encontrou o pai caído na varanda da casa e a mãe na cozinha, ambos já sem vida.
No quintal da casa, próximo a uma horta, foram encontradas duas marretas sujas de sangue, enviadas para exame pericial. Na casa, as luzes permaneciam acesas e a televisão ligada. Nielson está encarcerado na cadeia pública de Severínia.
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