01 de fevereiro | 2009
Secretário diz que já tem novo local para a construção do “Bostódromo”

"Nós estamos já verificando qual o local ideal e o projeto vamos começar a elaboração nesse mês de fevereiro. Vamos verificar qual o melhor local para ser instalada a estação de tratamento de esgoto, elaborar o projeto e buscar verba junto ao PAC, que está incentivando as cidades a tratarem seus esgotos", afirmou durante entrevista a uma emissora de rádio da cidade.
De acordo com o secretário, há possibilidades de obter recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal, com contra-partida da prefeitura de Olímpia, de 10%, segundo ele, por se tratar de um investimento em saneamento básico.
Entretanto, a atual localização, defendida veementemente pela equipe do ex-prefeito Luiz Fernando Carneiro, já está descartada. O novo projeto deverá levar a obra para além da rodovia, cerca de dois ou três mil metros do local inicialmente determinado pela prefeitura.
"Está descartada, porque se planejar a cidade, o local onde estava prevista, é um local que no futuro será urbanizado e consequentemente uma estação de tratamento de esgoto ali, inviabilizaria o crescimento da cidade naquela direção. Vamos projetar a estação dois ou três mil metros distante do local previsto anteriormente, após a rodovia", afirmou.
O novo local já estaria previamente escolhido, dependendo apenas de análises técnicas. "Já temos um local que consideramos ideal, só que falta um contato com o proprietário para que possamos, depois de reunir e conversar, determinar: aqui será o local (da ETE)", explicou.
Hernandes explica que há diversos fatores para serem também verificados. A sondagem do solo, por exemplo, para verificar se é do tipo adequado ou não para a execução da obra da ETE. "Primeiro vamos ter que fazer sondagens nesse local e verificar se o solo é adequando ou não. Se não for vamos ter que buscar outra alternativa", acrescenta.
Rapidez
Porém, mesmo com a alteração do local projetado inicialmente, ele não acredita em atraso da obra: "O que ocorreu (antes) foi uma briga entre partes envolvidas junto a Cetesb, junto a órgãos competentes do Estado, para que não se construísse nesse local".
Hernandes explica que depois da sondagem e desde que não tenha problema de contaminação do solo, não haverá nenhum problema de demora: "Você consegue isso de maneira rápida".
Sobre um possível encarecimento da obra por causa da alteração, Hernandes diz que se houver, não será significativo: "É pequeno, seria somente mais tubulação. A lagoa de tratamento basicamente é a mesma. Vamos mudar em função de novas técnicas que existem hoje, otimizando essa lagoa de tratamento. Vamos gastar dois, três mil metros a mais de tubulação, que é a única coisa que aumentaria no valor final da obra".
A estação elevatória, por exemplo, já estava projetada anteriormente e não representa custos no novo projeto. Já sobre a aquisição da nova área, o secretário lembra que o município ainda não adquiriu a área escolhida anteriormente e que, por isso, será um gasto que o município teria mesmo sem alterar o local do projeto.
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