22 de fevereiro | 2009
Delegado entende que drogas e descuido são os responsáveis

"O furto é uma conduta criminosa de fácil acesso a qualquer um. Qualquer pessoa pode cometer esse tipo de delito, não precisa ser especializado. Também a própria vítima, via de regra, facilita esse tipo de delito", comenta.
Brocanello cita como exemplo a pessoa deixar a bolsa dentro do veículo, acreditando que apenas as travas das portas serão suficientes para manter preservado seu objeto. "O camarada não vai pensar duas vezes em quebrar o vidro ou entortar a porta, que é de fácil acesso, ou mesmo usar até uma mixa para subtrair. Mesmo que não tenha nada de tanto valor dentro dessa bolsa, vai atrair a curiosidade e a sagacidade do bandido para furtá-la", explica.
Também nas casas, avisa que é preciso manter portas e janelas fechadas. O delegado avisa que a cidade já não é tranqüila como em tempos passados. "Há muita incidência de furto, porque a própria vítima, em muitos casos, não tem a preocupação de trancar as portas e janelas", falou.
De acordo com ele, às vezes as pessoas acham que porque tem um muro e isso seria o suficiente para impedir um furto. "Tem que lembrar, também, que o consumo excessivo de drogas é outro fator que aumenta o delito do furto e com o provento de furto o camarada vai trocar o mesmo objeto de valor, ou vai vender por qualquer bagatela, para pegar 10, 20, 30, 40 reais, para comprar pedra de crack, que é o que mais está destruindo a família", reforça.
Família e religião
Porém, há também, além da falta de trabalho, a questão familiar e religiosa: "O tripé que faz com que o homem fique de pé, vamos colocar assim, no meu entendimento é de fundamental importância e que muitos não estão dando a relevância necessária, que seria a família, a religião e o trabalho".
"Então, penso que a formação familiar completa, na qual houvesse a preocupação em formar o cidadão, a pessoa de bem, tem que começar num ambiente familiar bom em que o pai e mãe possam proporcionar um encaminhamento para a religiosidade, que é a busca de Deus", acrescenta.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) recebe críticas do delegado: "Nossos representantes políticos deveriam reavaliar o ECA, que não é de todo ruim, mas nossa realidade é diferente da realidade americana e também da parte européia rica. Somos um país de 5.º mundo e nossas leis têm que se adequarem às nossas realidades".
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