28 de março | 2009

Diretor nega omissão de socorro a idoso que pode ter sido vítima de agressões

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O advogado e membro da diretoria do Abrigo São José, Sílvio Roberto Ribeiro de Lima, negou a possibilidade de que tenha ocorrido omissão de socorro, ao abrigado, Valdomiro de Oliveira Filho, de 79 anos de idade, que mora na instituição desde 1993 e deu entrada na Santa Casa de Olímpia, na manhã da terça-feira, dia 24, com suspeita de ter sofrido uma agressão física. Ele afirma que também quer esclarecer o fato e que a família do idoso, que vive no Estado do Paraná, foi avisada sobre o caso.

Ribeiro de Lima refuta a hipótese de omissão por parte do abrigo. “Assim que a enfermeira constatou as lesões, ele foi encaminhado ao médico”, afirmou o advogado, ao jornal Diário da Região, da cidade de São José do Rio Preto.

De acordo Lima, funcionários do abrigo detectaram os ferimentos no abrigado na segunda-feira, mesmo dia em que ele foi levado ao hospital. Disse ainda que há relatos de que o idoso teria escondido os machucados da equipe do abrigo. “Se tivesse tido omissão, por que depois ele seria encaminhado ao médico?”, perguntou.

Por outro lado, a Polícia Civil está investigando em que circunstâncias o idoso teria sido agredido na cidade. Ele foi internado na Santa Casa, apresentando queimaduras no rosto e tórax, escoriações no joelho e hematomas na região íntima. Ele foi encaminhado ontem ao Instituto Médio Legal (IML) de Barretos para fazer exame de corpo de delito, que vai apontar detalhadamente quais são as lesões e suas gravidades.

Porém, ao retornar ao hospital, à tarde, o idoso precisou ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e estava inconsciente. Segundo a polícia, a vítima apresentou três versões. Inicialmente disse que tinha sido agredido por três desconhecidos na rua. Em seguida, afirmou que teria sido agredido no abrigo e posteriormente garantiu que as lesões tinham sido causadas em um tombo.

No hospital, a informação dada pelo idoso era de que ele tinha sido agredido três dias antes de ser levado à Santa Casa. Segundo relatos de pessoas que conheciam o morador do abrigo, ele é lúcido e saía da entidade para fazer algumas de suas refeições.

O delegado João Broncanello Neto explica que a sua equipe de investigação vai apurar o caso. “Eles vão analisar com atenção para depois avaliarmos se há a necessidade de instaurar inquérito policial”, acrescentou durante entrevista ao jornal.

 

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