28 de agosto | 2016

Possível atentado contra candidato a vereador pode ter cunho político

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O possível atentado praticado no início da noite de quinta-feira, dia 25, contra o candidato a vereador da Coligação Honestamente, A Verdadeira Mudança, o técnico em telefonia Ismael Barbosa dos Santos Filho, conhecido popularmente como Neguinho Ismael, que é do PEN (Partido Ecológico Nacional), pode ter sido praticado por uma razão meramente política.

A essa conclusão se pode chegar a partir de informações que circularam no final da manhã de sexta-feira, dia 26, sobre as condições em que ele e o veículo que usava para exercer sua profissão foram encontrados pela Polícia Militar.

O carro foi encontrado com as portas abertas, mas nada foi roubado o que leva a polícia a trabalhar com a ideia de tentativa de homicídio, abrindo um leque grande de motivos. Dentre eles, a motivação política, mas também vingança e eventual sequestro, segundo foi divulgado pela reportagem da rádio Espaço Livre AM.

Líder do Movimento Social de Olímpia (MSO), instalado no Jardim Santa Ifigênia, na zona norte da cidade, em meados de setembro de 2013, ele reuniu aproximadamente 100 pessoas nas proximidades da creche Narizinho, na Avenida Constitucionalistas de 32 para protestar por melhorias na saúde pública em razão morte do menino Pedro Henrique.

Os manifestantes após queimarem pneus velhos, galhos e papelão, plástico no meio da rua, inclusive colocando pedaços de concreto para impedir o trânsito e orientando os motoristas a retornarem, bloqueando totalmente o tráfego pela avenida, além de soltarem bombas usadas em festas juninas.

O movimento repercutiu e um dia depois teve uma tentativa de sufocar na marra pela Polícia Militar de Olímpia que, antes que este começasse prendeu o coordenador do movimento Neguinho Ismael, causando o constrangimento de levá-lo no camburão como se fosse um bandido e não um cidadão que estava lutando pelos seus direitos.

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Em razão disso, a esposa dele, Priscila Belloni, declarou que o prefeito Eugênio José Zuliani teria enviado alguém a sua casa para oferecer dinheiro para que parasse com as manifestações.

No mesmo dia, o prefeito anunciou pelo site oficial da Prefeitura que, em reunião com os líderes do movimento teria surgido um acordo que põe fim nas manifestações.

Estiveram presentes na reunião: Ismael Barbosa, Heliton de Souza e Fer­nando Roberto Machado Antunes, além do Secretário de Governo Paulo Marcondes e o Diretor do Escritório de Captação de Recursos João Paulo Poli­sel­lo. O prefeito se comprometeu a construir uma creche e reformar o Campo do Japonês.

Mas na oportunidade Ismael Barbosa afirmou que o movimento dos moradores do bairro não foi encerrado e que apenas foi dada uma trégua para o prefeito apresentar as soluções para as reivindicações.

No início de dezembro de 2013 um fato marcante ocorreu ao final de uma sessão extraordinária realizada pela Câmara Municipal para aprovação do Projeto de Lei Complementar que aumentou o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Em protesto contra o aumento, o técnico em telecomunicações chegou a tirar a roupa e jogar no plenário, ficando somente de cueca. “É o que eles querem. Tirar o pouco que temos”, afirmou, ao ser questionado no final da sessão.

Porém, no dia 20 de julho de 2014, depois de aproximadamente seis meses aguardando o cumprimento das promessas que fez em seu gabinete, mas não cumprindo na totalidade, o prefeito Eugênio José Zuliani voltou a ser alvo de protestos de moradores do Jardim Santa Ifigênia.

Desta feita, cerca de 20 moradores do bairro espalharam 200 cruzes, aproximadamente, e velas pelo Estádio Municipal Afredo Takahashi, conhecido por Campo do Olimpinha, em sinal de protestos contra o abandono do local por parte do poder público.

Em 21 de setembro de 2014 o iFolha publicava que um vídeo postado no facebook, página de relacionamento pessoal na internet, falava para o eleitor olimpiense não votar nos candidatos, seja a deputado estadual, seja a federal, que estavam sendo apoiados por quem aprovou ou mesmo apenas aceitou o aumento abusivo do IPTU, através da majoração considerada excessiva da Planta Genérica de Valores (PGV).

No dia 28 de junho de 2015, armados com cartazes nas mãos integrantes do movimento foram à Câmara para protestar contra a criação de mais dois cargos em comissão, na categoria de assessor especial, com salário de aproximadamente R$ 2,5 mil por mês.

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