11 de setembro | 2016
Maioria das coligações não apresenta gastos com campanhas

Em 25 dias de campanha – de 16 de agosto até esta sexta, dia 9, o gasto era zero na prestação de contas dos candidatos. A rigor, um deles não apresentou nem mesmo a receita.
Apenas uma chapa, a coligação Honestamente, a verdadeira mudança, que tem Hilário Juliano Ruiz de Oliveira para prefeito e Cláudio Fernando Volpe de Martini Gemignani para vice, demonstrou receitas e despesas.
Segundo constava no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na tarde de sexta-feira, 09, a coligação declarou uma receita de R$ 19 mil e uma despesa de R$ 15.618,78.
Mas voltando à ordem dos nomes na urna eleitoral, os candidatos da Coligação Olímpia não pode parar, do candidato a prefeito, Humberto José Puttini e da candidata a vice-prefeita, Edna Marques da Silva, declarou uma receita de R$ 60 mil e nenhum valor a título de despesas.
A chapa composta pelos candidatos a prefeito Fernando Augusto Cunha e a vice-prefeito Fábio Martinez, na Coligação Olímpia melhor para todos, declarou uma receita de R$ 40 mil e nenhum valor referente a despesas.
Já os candidatos do PSOL, Cecílio Miguel Neto, Neto Naim, para prefeito, e sua candidata a vice, Sandra Regina Besnyi Silva. não declararam nem receita e nem despesas.
Os dados sobre movimentação financeira de campanha, como doações e despesas são divulgados no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o www.tse.jus.br – no link sobre a divulgação de candidatura e contas eleitorais.
O levantamento realizado na sexta-feira, dia 9, revela que as determinações da Resolução número 23.463 do TSE estão sendo ignoradas pelas campanhas.
“A Justiça Eleitoral, durante o curso da campanha, receberá informações sobre o financiamento que serão publicadas em tempo real no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso irá permitir que a sociedade organizada, órgãos de fiscalização e os próprios candidatos possam conhecer e fiscalizar as campanhas dos que estão concorrendo nas eleições”, diz comunicado da Justiça Eleitoral sobre a transparência nas campanhas.
Só que não há punição para quem não cumpre a lei, que fala em divulgação das contas a cada 72 horas. Entretanto, na quinta-feira da próxima semana, dia 15, a Justiça Eleitoral divulgará a prestação parcial de contas.
“O princípio da regra é a transparência, mas (a resolução) não coloca punição. Então, os candidatos se sentem à vontade para não cumprir. A cultura de transparência tem de ser criada. A prestação de contas antes era um mero instrumento contábil. Agora, não. É espelho da candidatura. A população tem de estar atenta”, afirma o cientista político, Adalberto Miranda.
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