04 de dezembro | 2016
Escola Alzira publica livro com textos de concurso de redação

A escola decidiu fazer uma coletânea com os textos dos alunos e uma narrativa em especial chamou a atenção da direção da escola e acabou virando um livro.
Esse texto foi elaborado por Camila Apolinário, de 12 anos de idade, que cursa o 6.º ano, que nasceu no bairro em uma família que não tem muitas oportunidades: “aqui na escola eu posso sonhar e eu vou conseguir”.
Camila passa o dia na escola que funciona em período integral e a preferência dela é pela biblioteca: “Meu cantinho preferido é a biblioteca porque aqui é um mundo mágico, aqui você conhece pessoas diferentes, cultura, lugares. É um mundo que você sonha”.
A garota tímida só se solta quando encontra a intimidade entre o lápis e um papel, “porque aqui eu coloco tudo o que eu penso, tudo o que eu acho”.
As oficinas de produção de textos são uma viagem e foi durante uma dessas aulas que a professora convidou os alunos para participar do concurso de redação da TV Tem.
Doze alunos aceitaram o desafio, fizeram rascunhos, revisaram os textos, passaram a história a limpo mais de uma vez e eles tentavam colocar dentro da narrativa os elementos que eles estudaram dentro da sala de aula. Embora os textos tenham sido muito bons a narrativa da Camila chamou a atenção e ela foi finalista do concurso na escola.
“Sonhei que viajava na velocidade da luz agarrada na calda de um cometa brilhante e fui parar em um lugar bem distante em um planeta chamado Terra”, começa a narrativa que encantou os professores e alunos acabou virando um livro “A viagem dos meus Sonhos”.
“Acabou envolvendo toda a escola, alguns amigos da escola que nos ajudaram na confecção do livro, e isso na verdade foi um sonho que se tornou realidade”, relata a coordenadora pedagógica Sílvia Pereira dos Santos.
A escola conseguiu imprimir apenas 100 exemplares que serão distribuídos para escolas municipais. “Nós trabalhamos para isso, para que as crianças comecem a se tornar escritores, porque isso é importante demais, porque uma pessoa hoje com a idade da Camila escrever um livro, sonhar, colocar no papel, isso é muito importante dentro de uma escola”, diz a coordenadora.
“Eu também me vi no texto dela, porque eu sei que ali tem um pedaço de mim, então isso para mim foi muito gratificante”, comemora a professora Valéria de Souza Tavares.
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