12 de janeiro | 2017

Caminhonete bate em ambulância e mata três na Assis Chateaubriand

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DA REDAÇÃO
COM TV TEM E DIÁRIOWEB

Três pessoas morreram em um grave acidente na manhã de quarta-feira, 11, na rodovia Assis Chateaubriand, próximo a Olímpia (SP). Além das três mortes, uma pessoa ficou ferida. A lateral esquerda da ambulância ficou toda destruída.

Era para ser uma quarta-feira como todas as outras dos últimos três anos para o casal de aposentados Aparecido Francelino Passeti, 69 anos, e Maria Rosa Rapaci Passeti, 65. Eles viviam em Fernandópolis e toda semana saíam da cidade com destino ao Hospital de Câncer de Barretos, onde Aparecido tratava um mieloma múltiplo no sangue e nos ossos. Na manhã desta quarta-feira, 11, porém, por volta das 6h20, um acidente de trânsito fez o casal perder a batalha pela vida.

Os dois e o motorista da ambulância que os levava, Leonildo Sebastião de Jesus, morreram no local. O veículo seguia no km 136 da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Olímpia, quando uma caminhonete modelo Hilux bateu de frente com a ambulância.

De acordo com o condutor da caminhonete, ele transitava normalmente pela via com sentido a Olímpia, quando uma pane mecânica em seu veículo o levou a invadir a faixa contrária, vindo a colidir frontalmente com a ambulância.

O condutor da caminhonete foi encaminhado para a UPA – Unidade de Pronto Atendimento em Olímpia, atendido e liberado.

Aparecido e Maria Rosa casaram em 1969. Desde que o aposentado descobriu o câncer, há três anos, a mulher nunca deixou de acompanhá-lo no tratamento no Hospital de Câncer de Barretos. “Toda semana ela ia com ele, acompanhando todo o tratamento. Sempre cuidou muito dele”, conta Lúcio Passeti, 45 anos, filho do casal, que ressaltou a garra e a união dos dois na luta contra a doença. “No ano passado, eles enfrentaram a Justiça para conseguir a liberação de um medicamento necessário para a sobrevivência do meu pai e minha mãe nunca deixou de apoiá-lo.”

Segundo o filho do casal, os pais sempre foram muito unidos com a família. “A gente era muito ligados e eles sempre trataram a todos com amor, carinho e união. Vão fazer muita falta”.

Lúcio contou ainda ao Diário da Região que, geralmente, os pais iam para Barretos de ônibus, mas nesta quarta-feira a prefeitura disponibilizou uma ambulância. “Não sei o motivo, mas eles sempre iam de ônibus ou miniônibus e dessa vez foram de carro, achei estranho”.

A prefeitura informou que seria necessário aguardar documentação que estava na ambulância para informar o motivo da viagem ter sido de carro desta vez.

Luto oficial de três dias foi decretado pela morte do motorista Leonildo Sebastião de Jesus, que nesta quinta-feira, 12, completaria 29 anos como servidor municipal.

Em nota à imprensa, a administração também se solidarizou com as famílias envolvidas e se pôs à disposição para prestar o apoio necessário, lamentando o acidente e informando que ao ser comunicada enviou ao local uma equipe para prestar assistência.

A polícia vai investigar o caso como triplo homicídio culposo (sem intenção de matar).

OUTROS CASOS
Acidentes fatais envolvendo ambulâncias têm repercutido nos últimos anos na região. No ano passado, um idoso de 74 anos e um motorista de 61 anos morreram no dia 15 de abril após a ambulância de Pontes Gestal, onde estavam, bater de frente com um caminhão também na rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), entre Olímpia e Barretos. O passageiro também estava a caminho do Hospital de Câncer de Barretos.

Em 2015, uma ambulância de Pereira Barreto, que transportava sete passageiros para São Paulo, bateu na traseira de um caminhão no dia 8 de dezembro na rodovia Washington Luís (SP-310), próximo a Santa Adélia. Três passageiros, de 36, 70 e 72 anos morreram no local.

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