21 de fevereiro | 2010

Polícia Militar não vê briga como choque entre gangues

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Lamentando os fatos verificados após o encerramento do show na última noite de carnaval, a capitã Marinilze Scomparini Gue­des Furtado (foto), afirmou na quinta-feira, dia 18, que não classifica como um confronto entre gangues, mas apenas como uma briga generalizada, a confusão que se estabeleceu por volta das 3h30 da madrugada do dia anterior, na esquina das avenidas Aurora Forti Neves e Waldemar Lopes Ferraz, onde foi realizado o carnaval popular organizado pela prefeitura de Olímpia. “Infelizmente, no último dia houve essa briga”, enfati­zou.

No entanto, ressalvou que “não tem como nós falarmos se foi realmente uma briga de gangue, porque a polícia foi chamada bem depois dessa briga. Para nós foi uma briga generalizada. Não sabemos definir se foi gangue, se foi o Santa Ifigênia, se foi o São Jo­sé”. A comandante explica que o que presenciou foram várias pessoas correndo e alguns agredindo os seguranças do carnaval e, depois se dividiram. “Alguns correram para o lado do São José e alguns correram para o lado aqui do centro da cidade, do Santa Efigênia”, acrescentou.

“Acho muito ruim classificarmos uma briga como sendo uma briga de gangues, porque não sabemos como começou. Quem garante que não foi uma briga de namorados porque tinha muitas pessoas. Então, pode definir uma briga normal, de namorado, de ciúmes e que virou uma confusão generalizada. Envolveu, inclusive, os seguranças da festa e depois foi chamada a polícia para tentar sanar o problema”, justifica.

Para a capitã, nem mesmo o fato de parte dos envolvidos saírem em direção a um dos bairros citados e outra parte para o outro, serve como motivo para classificar como uma briga entre duas gan­gues.

ESTRAGOS
No entanto, embora analisando por esse lado, a comandante confirma que houve vários problemas por onde passaram. “É lógico que eles aprontaram pelo caminho. Nós tivemos várias solicitações na avenida Dr. Andrade e Silva, que eles passaram e jogaram pedras nas casas. Moradores ligaram no 190, mas eles acabaram chegando em casa e, do lado de cá, passaram a rodoviária e temos informações que eles agrediram o vigia que estava de serviço”.

Sobre informações de tiros disparados no Jardim São José durante aquela madrugada. “Inclusive, chegou uma solicitação nesse dia, um pouco antes da briga, que estava tendo uma invasão numa padaria, um trote. Nós deslocamos várias viaturas para lá, porque foi ligado 190 e foi dito que haviam entrado três indivíduos numa padaria e estavam praticando um furto. Nós fomos para lá e não tinha, foi um trote. Agora, a situação de tiro não chegou à polícia. Nós não tomamos conhecimento e não temos nenhum registro”, informou.

Mas faz um balanço positivo do carnaval de 2010. “Considero um carnaval muito tranqüilo, uma festa muito bonita. O único incidente foi no último dia, esse desentendimento, essa briga generalizada que acabou manchando o no­me de Olímpia. Acredito que isso estragou um pouco, manchou o carnaval de Olímpia. O balanço que a gente faz é um balanço muito positivo. Tivemos algumas ocorrências, tivemos quatro flagrantes, prendemos cinco pessoas, alguns condenados foram tirados de circulação, só na cidade de Olímpia. Porém, foi um carnaval bastante tranqüilo”, comentou.

REVISTAS PESSOAIS
Por outro lado, comemora o fa­to de nenhuma pessoa tenha entrado armada no interior da arena montada para os shows. “A forma como foi feita nesse ano, acabou facilitando para que isso ocorresse. Foi feita revista na entrada, a pedido da polícia foi fechado todo o ambiente para que não entrasse realmente uma arma no local. Porque uma briga dessa com muitos deles armados seria uma catástrofe, teria sido muito ruim para a cidade, inclusive”, disse.

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