18 de novembro | 2018

Geninho diz que é perseguido por Fernando e que já conseguiu arquivar cerca de 70 inquéritos

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Da redação com Diário da Região

O ex-prefeito Eugênio Jo­sé Zu­liani, Geninho, a­gora eleito deputado federal, disse ao jor­nal Diário da Região, de São Jo­sé do Rio Preto, que está sendo perseguido pelo prefeito de O­límpia, Fernan­do Au­gusto Cunha e que teve dezenas de inquéritos abertos contra ele, dos quais já teria conseguido arquivar aproximadamente 70 deles. De a­cor­do com ele, o total de investigações abertas já seriam cerca de 100.

“São cerca de 100 inquéritos policiais contra mim. Eu já consegui arquivar uns 70”, afirmou na terça-feira, 13, ao Diário. “A investigação está em trâmite há dois a­nos e não existe nenhum elemento novo. Não há mo­tivo pa­ra esse inquérito existir”, disse sobre o HC.

Geninho é desafeto do atual prefeito de Olímpia, Fer­nan­­do Cunha (PR), que a­poiou a reeleição do governador Márcio França (PSB) pa­ra o governo do Estado. Já o deputado federal eleito, que assume o cargo no início do ano que vem, a­po­iou João Do­ria (PSDB) e tem co­mo padrinho político o vice-governador eleito Rodrigo Gar­cia (DEM).

O ex-prefeito de Olímpia disse ainda que ingressou com pedido de habeas cor­pus porque as licitações en­volvendo a empresa De­mop Participações Ltda., do Grupo Scamatti, de Vo­tuporanga, durante a sua gestão foram realizadas dentro do que está previsto na legislação em vigor. “Não tem nada irregular”, afirmou.

A investigações que envolvem inúmeras empresas do grupo, foram defla­gradas em meados do primeiro semestre de 2013, e ficou conhecido com o co­dinome “Máfia do Asfalto.

Contratos com Prefeitura de Olímpia teriam
rendido mais de R$ 30 milhões para empresas

Também em abril de 2013 saiu a informação de que durante a administração do prefeito Eugênio José Zuliani, Geninho, independentemente se de forma transparente e legal ou não, os contratos com a Prefeitura Municipal de Olímpia teriam rendido mais de R$ 30,5 milhões às empresas de Votupo­ranga envolvidas com a denominada “Máfia do Asfalto”, desbaratada pela “Operação Fratelli”, de­flagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial ao Combate ao Crime Organizado), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF).

Esse montante seria dividido entre a Multi­­Am­bien­tal, que coleta o lixo da cidade; Mineração Gran­des Lagos Ltda., por “material de consumo”; Demop Participações Ltda., por “Infra­es­trutura e Serviços”; Noro­mix Concreto Ltda., por fornecimento de concreto usinado; e Scamatti & Seller, que pelo menos atualmente realiza obras na ETA (Estação de Tratamento de Água), ao lado do Jardim Cecap, na zona leste da cidade.

Isso tudo sem computar os valores de serviços que as empresas do grupo possam ter eventualmente prestado à Daemo Am­biental, sucessora do Departamento de Água e Esgoto do Município de Olímpia (DAEMO), que à época era coordenada por Valter José Trindade, que veio de Votuporanga a convite do prefeito.

“Máfia do Asfalto” comemorou lucro
de meio milhão em Olímpia em 2010

Em maio também de 2013, surgiu a informação de que um dos grampos telefônicos realizados com autorização judicial pela Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) de Jales e GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), de São José do Rio Preto, e que foi recentemente apontado como prova ilícita pelo Supremo Tribunal Federal, apontava para a possibilidade de que a chamada “Máfia do Asfalto”, liderada pelo empresário Olívio Scamatti, de Votuporanga, tivesse lucrado meio milhão de reais em uma obra realizada em Olímpia em 2010.

Em uma das interceptações, no dia 17 de julho de 2010, junto com o irmão Pedro, o chefe comemorou o lucro que o grupo obteve no município de Olímpia. Nela os dois estimam um lucro total entre R$ 11,5 milhões e R$ 12,5 milhões e ainda falam em faturamento de R$ 25 milhões só a construtora.

Mas o nome do município de Olímpia aparece em outra conversa, está gravada no dia 17 de maio de 2010: “Denise, chefe de gabinete parlamentar, conversa com Olívio sobre obra de aterro em Olímpia, afirmando que “ele” (provavelmente o deputado para o qual ela trabalha) tem o recurso e quer que eles indiquem alguém”.

De acordo com o que foi divulgado, durante a gestão do ex-prefeito Eugênio José Zuliani, as empresas do Grupo S­camatti receberam R$ 30,5 milhões. Ele afirmou ao jornal que as empresas do grupo ganham as licitações “porque tem preço baixo”.

O ex-prefeito lembrou ao “Diário” que o Ministério Público investigou possíveis irregularidades, mas o caso foi arquivado, e que Olímpia não esteve na mira da operação Fratelli – apesar de várias citações envolvendo a cidade nas escutas.

Por outro lado, o prefeito admitiu que teve uma conversa com Olívio Scamatti, mas apenas para falar sobre o acidente envolvendo uma assessora de um deputado do PT.

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