31 de maio | 2010

Delegado de Rio Preto alerta para golpe do IPVA

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Uma
prova de que os malandros têm muito tempo para criar formas de iludir as
pessoas comuns está explícita no alerta feito recentemente, pelo diretor da
Ciretran de São José do Rio Preto, Joaquim Antônio de Siqueira, para um novo
golpe que está sendo aplicado contra proprietários de veículos na região.

Segundo
ele, golpistas que se apresentam como representantes de uma empresa de
consultoria com sede em São Paulo, telefonam para as vítimas e, com a
informação de que há dívidas do Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores (IPVA) de veículos antigos que a pessoa já possuiu, cobram valores
que variam entre R$ 410 e R$ 600.

Porém,
o delegado avisa que o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran)
não tem convênio com nenhuma consultoria para fazer cobrança de IPVA vencido
por meio de boletos bancários ou por telefone. “Todos os carnês de pagamento do
imposto são enviados em dezembro para serem quitados nos três primeiros meses
do ano”, acrescentou ao jornal Diário da Região

Siqueira disse ainda que em casos de dúvidas quanto ao pagamento do IPVA, a
pessoa pode acessar o site do Detran e, com o Renavam do veículo, checar se a
informação é verdadeira. Em caso do imposto vencido, ele afirma que durante o
pagamento do licenciamento do veículo o imposto pode ser quitado. “Trata-se de
um golpe envolvendo a Ciretran e que a polícia deve ser comunicada
imediatamente”, reforça.

Os
primeiros sinais do golpe envolveram a dona de casa R.P.C., de 41 anos de
idade, de Rio Preto, e o comerciante J.B.C., de Mirassol, que caiu no esquema e
pagou R$ 513 para o golpista.

No
caso da mulher, por sorte, não fez o pagamento do valor exigido da suposta
dívida que teria. Ela conta que no início da semana foi procurada por um homem
duas vezes. “Ele foi muito bem educado, com informações corretas sobre minha
pessoa e começou a falar que eu tinha uma dívida do IPVA de 2005 que eu não
havia pago”, contou.

De acordo com a vítima, o golpista sabia de detalhes de um carro Uno que ela
teve em 2005, mas que foi vendido há dois anos. “Ele sabia as placas, que eu
havia feito leasing em um banco e até me informou que já sabia que eu não
estava mais com o carro”, disse

Assustada,
ela conta que no início acreditou no golpista, mas depois se lembrou que nunca
deixou de pagar um imposto e que nunca foi cobrada pelo banco que financiou o
carro. Ao perceber que se tratava de um golpe, a vítima disse ao golpista que
iria avisar a polícia do esquema. “Foi quando ele então se desculpou, disse que
deveria estar acontecendo algum equívoco no sistema e até falou que eu tinha
direito a receber dinheiro, porque esse IPVA havia sido pago duas vezes. É um
absurdo.”

Já o comerciante de Mirassol, caiu no esquema e pagou R$ 513 para o golpista.
“Ele me fez acreditar que eu havia deixado de pagar IPVA de 2003, de um Escort
que eu tive”, conta.

Segundo
o comerciante, ele optou por fazer o pagamento para evitar transtornos. “Fiquei
com medo de sujarem meu nome.” Para ele, as informações repassadas pelo
golpista foram verdadeiras. “Ele sabia de tudo. Mas depois desconfiei que se
tratava de um golpe e procurei a polícia. Perdi dinheiro de bobeira.”

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