05 de julho | 2010

Advogado quer liberdade provisória para os acusados irmãos Pereira

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O advogado Galib Jorge Tannuri está requerendo liberdade provisória para os irmãos Osnir Marcos Aniceto Pereira, de 40 anos, morador na rua Domingos Bízio, Osmil Anicesio Pereira, de 39 anos, residente no jardim Santa Fé e Edvaldo Aparecido Pereira, de 42 anos, morador na rua Ilda Carrara Canevarolo, presos em flagrante, acusados de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Tannuri informou que entrou na tarde de quarta-feira com o pedido de liberdade provisória para os irmãos Pereira. Ele espera que, no mais tardar, até a segunda-feira, a justiça se manifeste sobre o caso. O advogado não quis tecer qualquer comentário sobre as acusações que recaem sobre os seus clientes.


Os irmãos Pereira foram presos na manhã de segunda-feira, quando os investigadores da Polícia Civil foram até a oficina Pony Car, na avenida Aurora Forte Neves, onde surpreenderam Osnir recortando o chassi de um veículo Gol, que era produto de furto em Pitangueiras.


Em seguida, os investigadores foram até um segundo barracão de propriedade dos irmãos, na rua Vicente Saleme, no jardim Cantervile, onde foram encontrados outros dois carros produtos de furto, uma Parati, 83, de Catiguá, furtada em São José do Rio Preto e um Passat Plus, ano 86, furtado em Catanduva.


Também em um terceiro barracão, pertencente aos irmãos Pereira, no jardim Santa Fé, os policiais civis aprenderam sete motores que serão investigadas as origens. Ainda foi apreendido um veículo Pegeout, que é suspeito de ser produto de furto.


FORMAÇÃO DE
QUADRILHA
Segundo o delegado João Brocanelo Neto, a polícia trabalha agora na tentativa de identificar e prender os outros membros da quadrilha. “Existe quem furta, quem esquenta os veículos e quem vende os carros depois de adulterados e vamos chegar nestes elementos”, afirmou o delegado.

Brocanelo informou que acredita que Osnir seja o líder dos irmãos. Contou que ele foi muito mal educado com os policiais na hora da abordagem. “Ele alega que os carros são de leilão e que faz esse procedimento a mais de 30 anos e sempre achou que é legal”, explicou.


No entanto, de acordo com o delegado “mostramos para ele (Osnir) que ele estava mentindo e que sabia que os carros são produtos de furtos”. Os três irmãos não têm passagens pela polícia. Depois de terem sido autuados em flagrante foram encarcerados na cadeia pública de Altair, onde estão a disposição da justiça.

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