09 de agosto | 2020
TJ revoga preventiva de acusada de tráfico no caso dos 600 quilos de maconha apreendidos em Olímpia
REVOGAÇÃO!
Por enquanto, apenas um suspeito está
preso. Cinco investigados estão
foragidos ou em liberdade.
A Primeira Câmara de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, revogou a prisão preventiva decretada em desfavor da faxineira/cozinheira Kelem Aparecida dos Santos Laranja, de 40 anos, moradora no bairro Nova Esperança, em Mirassol.
Ela é suspeita de estar envolvida em caso de tráfico quando foram apreendidos quase 600 quilos de maconha numa chácara em Olímpia, no início do mês passado.
O pedido de Habeas Corpus foi impetrado pelas advogadas Maelina Mayra de Paula Sanches Curi e Lara Caroline de Almeida, de São José do Rio Preto. A defesa alegou, entre outras coisas, que a ré era primária e tinha a guarda de dois netos, um de 10 e outro de 7 anos e que ela era ex-mulher de Carlos Laranja, preso em flagrante, justificando o fato de seu documento de identidade ter sido encontrado na chácara. Com a revogação da preventiva, Kelem também poderá trabalhar, mas terá que cumprir as medidas cautelares impostas.
Por enquanto, apenas um suspeito está preso (Carlos Laranja). Outros cinco estão sendo investigados. Sabe-se, que a justiça de Olímpia decretou prisões de alguns deles, mas os nomes não foram revelados. Apenas agora, com a revogação da preventiva em favor de Kelem Laranja é que foi dada divulgação ao ocorrido.
ARMAZENADO
EM OLÍMPIA
Um total de 583 quilos de maconha, distribuídos em 738 tabletes, foram apreendidos pela Polícia Militar de Olímpia, em uma casa na “chácara dos coqueiros”, localizada no km 25 da rodovia vicinal Natal Breda, próximo do local conhecido como matinha dos macacos.
O motorista, Carlos Antônio Laranja, de 54 anos, natural de São Paulo, mas ex morador de Mirassol, foi autuado em flagrante. O “estouro” dessa suposta distribuidora de drogas em Olímpia, foi feito pela Polícia Militar, durante um patrulhamento no local, a princípio para coibir abusos de motociclista.
Durante a atividade notaram a presença de um homem desconhecido no portão da chácara em atitude suspeita. Questionado pelos policiais se ele conhecia a região, o homem desconversou e apresentou nervosismo. Ao mesmo tempo, os policiais notaram movimentação de pessoas no interior da casa e quando questionaram o suspeito, ele simulou um mal súbito.
Com isso, os policiais entraram na residência e notaram que três pessoas correram e entraram em meio a um canavial. Posteriormente, segundo a polícia, as pessoas que fugiram foram identificadas como Márcio Pinheiro da Silva, natural de Santos, de 34 anos, armador, morador em Praia Grande; Guilherme Ferreira Santos Souza, de 18 anos, natural de São José do Rio Preto e sua mãe Kelen Aparecida dos Santos Laranja, de 40 anos, natural de Barretos, moradora em Mirassol. Documentos de outros envolvidos foram encontrados na residência.
Na casa foi encontrado um documento em nome de Wander Paulo Augusto Oliveira, de 34 anos, natural de São Vicente, moto-boy, morador em Praia Grande, apontado como investigado e não encontrado. Também é suspeito Agostinho de Faria Junior, natural de Santos, de 63 anos, operário, morador em Araraquara. Na chácara foi encontrado o veículo Ford/Ka, 2017, branco, placa GGR 7409 de Araraquara, em nome do operário, que não foi localizado.
Outro veículo, uma caminhonete Fiat Toro, 2018, branca, placa GFV1G57 de Guaraci, em nome de Evelin, que não foi arrolada como suspeita. Este veículo está relacionado como utilizado pelo Carlos Laranja, preso em flagrante.
No interior da casa, além da grande quantidade de maconha, também foram localizados produtos que seriam utilizados para o refino de cocaína. Informalmente, Carlos Laranja teria contado aos policiais que uma pessoa viria ensiná-lo a preparar o entorpecente. No entanto, não foi encontrada cocaína na chácara.
MAIOR APREENSÃO EM OLÍMPIA
O total de maconha aprendido está sendo considerado nos meios policiais como a maior apreensão de drogas encontrada em depósito dentro do município de todos os tempos. O maior volume em trânsito continua sendo quase uma tonelada de maconha apreendida em 2016, em uma caminhonete na rodovia Assis Chateaubriand. Aquele entorpecente estava sendo transportado do Mato Grosso para Goiás e não tinha ficado armazenado na cidade.
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