05 de dezembro | 2010

Vigia municipal de Cajobi é condenado a mais de 24 anos de prisão

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No último julgamento do ano realizado no Fórum de Olímpia, o vigia municipal Luiz Antonio de Toffoli foi condenado a 24 anos, 6 meses e 2 dias de reclusão, em regime fechado, sem o direito de recorrer em liberdade. Ele é acusado de ter tentado estuprar e depois matar com golpes de faca a garota Francieli Andrade dos Santos, de 10 anos, em outubro de 2004, no município de Cajobi.

O julgamento realizado na última quarta-feira teve cerca de sete horas de duração e foi presidido pelo juiz de direito Hélio Benedini Ravagnane, que leu o veredicto por volta das 16 horas. O promotor público, José Márcio Rosseto Leite, defendeu a pronúncia de prática de homicídio duplamente qualificado (recurso que dificultou a defesa do ofendido e assegurar a impunidade do crime de estupro tentado) e ainda estupro tentado.


Já a defesa feita pelo advogado Sílvio Roberto Bibi Mathias Neto defendeu as teses de negativa de autoria na acusação de tentativa de estupro e alegou que o réu apenas cometeu o crime porque estava embriagado. Ao final do julgamento, reconheceu que o caso era difícil. Informou que não pretende recorrer. Acha melhor reivindicar a progressão de regime, pois o réu já cumpriu um terço da pena (seis anos de prisão). Com, isso ele já tem direito a regime semiaberto. No entanto, a decisão sobre o recurso ou não, deverá ser decidida depois de conversar com  o réu.


Por sua vez, o promotor José Márcio declarou que não pretende recorrer, enfatizando que o Ministério Público ficou satisfeito com o resultado. Argumentou que se recorresse o resultado não seria muito diferente. Disse que o crime foi “monstruoso”. Lamentou apenas que como este crime é de 2004 e o réu já cumpriu um terço, ele poderá ser beneficiado com a progressão de regime, ou seja, brevemente ir para o semiaberto.

O corpo de jurados foi formado por sete mulheres. Pela prática do homicídio o réu foi condenado a 19 anos e 2 meses de reclusão e pela tentativa de estupro a pena foi estipulada em 5 anos, 4 meses e 2 dias de reclusão.

Depois do julgamento de quarta-feira o réu retornou para a cadeia pública de Colina, onde ele estava encarcerado. Ele está preso, preventivamente, desde a época do crime. Neste já cumpriu pena em   Olímpia , Severínia e Colina. Agora, com a condenação, o réu deverá ser transferido para uma das penitenciárias do Estado de São Paulo.


O CRIME


A tentativa de estupro e o assassinado foram praticados na noite de 3 de outubro de 2004, no município de Cajobi. Toffoli participava de uma carreata eleitoral que seguia de Cajobi para o distrito de Monte Verde Paulista. Segundo apurado, a garota Francieli estava no carro do vigia, juntamente com seus dois filhos e duas moças.

No retorno, ele deixou seus filhos na sua residência, as duas moças na praça central de Cajobi e levou a menina para uma estrada de terra que liga a cidade ao sítio de Nestor de Pieri, local usado como encontro de namorados.

Neste local, Toffoli tentou estuprar a garota, que começou a gritar. Com medo de ser denunciado pela menina, resolveu matá-la, desferindo golpes de faca. Ele foi preso, três dias depois do crime e aguardou o julgamento encarcerado.

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