09 de dezembro | 2010

Ladrão arrependido colocado em liberdade pela justiça

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A justiça
de Olímpia concedeu liberdade provisória ao auxiliar de serviços
gerais Marcos Paulo Borges, de 23 anos de idade, que se apresentou à
Polícia Militar confessando ter furtado uma camiseta no valor de R$
80. Ele estava encarcerado na cadeia pública de Severínia e foi
colocado em liberdade na tarde da quinta-feira, dia 9.

Depois de
roubar uma camiseta de uma loja de roupas na rua Joaquim Miguel dos
Santos, centro de Olímpia, Borges se arrependeu e se entregou na
madrugada da quarta-feira, dia 8, por volta das 4h30. Consta que ele
praticou o crime após participar da festa de seu aniversário na
noite anterior.

De pois da
festa, Borges, que trabalha em uma pousada, pegou sua motocicleta e
foi para o centro da cidade. Parou na frente da loja, quebrou a
vitrine com o capacete e furtou a camiseta. Logo depois se arrependeu
e quis devolver a camiseta à loja, mas o alarme havia soado e o dono
estava no local

Temendo a represália do
dono, ele se entregou à PM. "Ele se arrependeu e veio se
entregar, nós o algemamos e o conduzimos à delegacia. A motocicleta
está no nome dele, mas a carteira de motorista está vencida",
explicou Waldir Camargo, de 43 anos, soldado da PM, acrescentando que
o rapaz confessou dois roubos a um posto de gasolina

Borges, que é solteiro,
foi ouvido pelo delegado João Brocanello Neto. "Ele (Borges)
teve uma bobeira, olhou para a vitrine e, como ainda estava bêbado
por causa da festa de seu aniversário, furtou a camiseta",
afirmou o policial. "Em quase 20 anos de polícia, nunca vi nada
dessa forma, por incrível que pareça acredito na sinceridade dele",
disse Neto, que tachou o caso como "surpresa gostosa e sadia"

No entanto, o delegado não
confirmou o furto de duas calças jeans, como foi informado
anteriormente. "Ele só furtou a camiseta, se falou em calças
jeans é porque ainda estava sob o efeito do álcool", comentou

A camiseta, que custa R$
80, foi devolvida ao dono da loja. Para consertar o vidro quebrado da
vitrine, o proprietário deverá desembolsar cerca de R$ 500. Apesar
de ter roubado duas vezes um posto de gasolina, Borges não tem
passagem pela polícia.

Nos assaltos, "ele
estava encapuzado e não foi identificado", disse o delegado.
Agora Borges responderá a processo em liberdade e pode ser condenado
a uma pena que varia de dois anos a oito anos de prisão. "Como
ele tem bons antecedentes, isso abate a pena, que poderá ser a
mínima de dois anos", completou Brocanello.

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