17 de fevereiro | 2011
Delegado diz que “Chiquinho Ruiz” morreu vítima de latrocínio

Chiquinho Ruiz foi morto no final da noite do dia 1.º de fevereiro, por volta das 23h30, em frente a casa que residia, na rua 7 de Setembro, número 309, centro de Olímpia. Inicialmente, estava sendo considerado como vítima do primeiro homicídio de 2011, na cidade.
De acordo com Brocanello, o menor DVCS, de 17 anos de idade, teria sido o autor do disparo que matou Ruiz, que estaria acompanhado de outro indivíduo conhecido por "Neguinho", de 27 anos. Os dois teriam recebido ajuda de outro elemento com a alcunha de Carroça, de 31 anos, para deixar a cidade na noite do crime.
Porém, segundo o delegado, inicialmente apenas o menor e Neguinho teriam participado da tentativa de roubo contra o caminhoneiro. Todos eles seriam moradores de São José do Rio Preto.
Até agora só o menor teria sido interrogado pela polícia. Sobre os outros dois, Neguinho e Carroça, segundo o delegado, o advogado que apresentou o menor, teria se comprometido a apresentá-los até no máximo no final da próxima semana. De Neguinho, Brocanello informou que já obteve todas as qualificações, mas justificou que ainda não a divulgaria.
A morte, segundo o delegado, teria ocorrido porque Ruiz teria reagido ao assalto. “Desde o primeiro momento que tivemos contato com a família, todos afirmaram que se tivesse havido alguma situação de roubo ele teria reagido”, disse.
Durante a entrevista coletiva, Brocanello disse que os dois teriam deixado Rio Preto para roubar em Olímpia. “Eles vieram praticar roubos aqui na cidade. Avistaram a vítima no último local que permaneceu com o amigos – bar do Fernando, no cruzamento da rua Síria com a avenida Dr. Andrade e Silva – não sei o que despertou a atenção nos bandidos, mas teria sido corrente, relógio, cordão de ouro”, relatou.
Por isso, também segundo o delegado, os dois acusados deram a volta e permaneceram na rua que chega à Síria, vindo do Jardim Santa Júlia. “É um pouco escura (a rua), aguardaram a vítima sair e saíram no encalço dela. Tão logo parou o carro em frente ao portão (da casa de Ruiz) o carro que levava o menor deu uma parada, ele desceu e o carro continuou, passou pelo caminhão e abordou a vítima ainda dentro do carro. No que ele anunciou o assalto a vitima reagiu, desceu do carro e teria tentado acertar um soco. O menor disse que alertou a vítima que poderia dar o tiro e Ruiz, então, teria partido para cima dele. Então atirou. O tiro na boca foi casual”.
ASSUSTADO COM REAÇÃO DA VÍTIMA
Durante as declarações do menor, o delegado percebeu que o suspeito teria deixado claro que se assustou com a reação da vítima. “Ele disse que na visão dele (do menor) a vítima estava um pouco alterada por ter ingerido bebida alcoólica. O menor notou que a vítima estava agressiva”, disse.
Mas, segundo consta, mesmo depois do menor ter-lhe advertido que atiraria, Ruiz não se conteve, “Para que deixasse o local, apanhou o carro e conseguiu alcançar seu comparsa, em frente à Casa de Cultura, onde abandonou o carro. Também não viu que era a delegacia. Ele estava tão assustado que dá essa conotação que não veio para matar ninguém. Só roubar”, acrescentou.
Já sobre o calibre da arma, o delegado disse: “foi extraído um projétil da coluna cervical da vítima e foi encaminhado à perícia e o perito acredita que seja um 22 e durante a oitiva ele afirmou que era um revólver calibre 22 que ele se desfez depois, jogando na represa de Rio Preto”.
Depois do crime, de acordo com o que foi apurado até agora, quando fugiam, o carro, que seria um Logus escuro, teria apresentado problema e o deixaram no Jardim Cecap e foram pedir carona ou arrumar um jeito de sair da cidade. No posto, conversaram com o frentista, que segundo o delegado confirmou tudo, teriam pedido ajuda por telefone a "Carroça" para levarem o carro embora.
Os policiais chegaram até ao menor, segundo o delegado, porque pessoas de fora têm vindo para roubar em Olímpia e por isso, estendeu o leque de investigações e pediu apoio a policias de Rio Preto e de Barretos.
“O pessoal da DISE (de Rio Preto) que trabalhou com a gente nessa investigação (Rogerinho e Jair), nos ajudaram. A partir de então conseguimos a identificação desse menor e desse outro suspeito conhecido como Carroça, e na sexta-feira última (dia 18), fomos a Rio Preto e conseguimos ouvir as mães desses dois suspeitos. Nós tivemos informação que eles estavam vazados (gíria para desaparecidos), ai foi reforçado um pouco mais”, informou.
O delegado considera esclarecido o assassinato, uma vez que foram identificadas três pessoas. No entanto, não considera que as investigações estejam totalmente concluídas.
O delegado explicou também que foram descartadas as hipóteses do autor do crime ser alguma pessoa de Olímpia, que não foi por vingança e também nada contra a família da a vítima, mas apenas um caso de latrocínio.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!






