13 de fevereiro | 2022
Funcionária da Prodem denuncia esquema de indicação para recontratação por terceirizada
DENÚNCIA GRAVE!
Eloisa trabalha pela Prodem, na farmácia municipal onde a mulher de “Kokão” é comissionada e teria recebido ligação para apresentar declaração com indicação de vereador para sua recontratação.

O BO foi registrado no dia 09, quarta-feira, por Eloisa Aparecida Cestaro, contra o vereador José Roberto Pimenta, o Zé Kokão e seu possível assessor particular Marco Aurélio Cotrim de Carvalho.
A funcionária que compareceu na delegacia acompanhada do advogado Willian Antônio Zanolli, contou que no dia anterior, segunda-feira, 08, por volta das 12 horas e 30 minutos, recebeu uma ligação proveniente do número (17) 99764-0333 em que o indivíduo se identificou como sendo encarregado da empresa “P.S. Paulista Serviços” e perguntou para a declarante quem seria o vereador dela e em quem ela teria votado para o referido cargo.
DECLARAÇÃO DE INDICAÇÃO
FEITA POR VEREADOR
Disse também que criaram um grupo no “whatsApp” onde colocaram todos os funcionários da antiga Prodem e a nova empresa informou que iria mantê-los nas mesmas funções com as mesmas condições e salários.
Eloisa disse também que, na ligação em que recebeu, o rapaz narrou os fatos em que estavam discorrendo no grupo e exigiu que, para trabalhar na empresa, a declarante deveria apresentar uma declaração com indicação feita por algum vereador, e perguntou sobre quem era o vereador da declarante, lhe causando um incômodo e medo extremo.
Ela contou que logo após encerrar a ligação, sua filha adicionou o número que havia ligado no “WhatsApp” e verificou, pela foto, que se tratava do assessor do Presidente da Câmara Municipal de Olímpia “Zé Kokão”.
A ÚNICA QUE RECEBEU LIGAÇÃO NESTE TEOR
A funcionária da Prodem acredita que foi utilizado o motivo de a declarante supostamente precisar de uma declaração de indicação de algum vereador, para que soubesse em quem ela teria votado, para que posteriormente lhe indicasse para o trabalho.Ao consultar os demais participantes do grupo, teve ciência que foi a única em que recebeu uma ligação neste teor.
Ela concluiu suas declarações afirmando que, em contato com “Zé Kokão”, o mesmo afirmou que realmente era necessária uma carta de referência para que a declarante entrasse no serviço, no entanto, em contato com empresa contratante, foi informada que não tinham entrado em contato com a futura contratada e que não fazem esse tipo de exigência para a contratação.
REPRESÁLIA POR TER SE RECUSADO
A PARTICIPAR DE “ESQUEMA?”
Embora não conste no Boletim de Ocorrência, o fato de ela ter sido a única a ter tido este tipo de ação, segundo rumores que correram anteriormente dando conta de “barracos” de pessoas na farmácia e até comentários feitos no “facebook” durante o programa Cidade em Destaque, pela rádio Cidade, pode se presumir que o fato de ela não ter aceitado participar de nenhum possível “esquema” na farmácia possa ser o motivo da retaliação.
Os funcionários da Farmácia municipal, informalmente, e a própria denunciante, garantem que nunca entregaram nenhum tipo de remédio que não estivesse dentro dos protocolos de indicação estabelecidos pela Saúde.
Na sexta-feira o advogado de Eloisa protocolou na delegacia de polícia uma série de documentos e gravações comprovando as denúncias da funcionária que presta serviço na farmácia municipal, onde também está lotada a esposa do presidente da Câmara em cargo em comissão.
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