17 de junho | 2007

Amásio quer liberdade para mulher que o atingiu com 15 facadas

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Afirmando que sua companheira está precisando de tratamento e não de cadeia, o tratorista José Carlos Falchete, de 45 anos, fez um apelo para que a camareira Ilda Batista Nunes, de 48 anos, seja colocada em liberdade. Ela continua encarcerada no presídio feminino de Jaborandi, desde o último dia 5, quando foi presa em flagrante depois de desferir 15 golpes de faca no amásio, que estava dormindo.

Na tarde de quinta-feira a juíza da 2ª Vara, Andréa Galhardo Palma, negou o pedido de "liberdade provisória", impetrado pelo advogado Édson de Souza. A advogado agora informou que vai tentar o "hábeas corpus" no Tribunal de Justiça de São Paulo, que deverá demorar cerca de dois meses para ser julgado.

Em entrevista concedida à Difusora, Falchete declarou que teme que Ilda não suporte permanecer presa durante todo este tempo sem receber tratamento adequado. Ele apresentou um relatório médico onde consta declaração de que Ilda tem crises de depressão e toma medicamento que podem apresentar alterações de comportamento.

ANACONDA

Falchete contou que vive maritalmente com Ilda há cerca de 3 anos e que sempre tiveram boa convivência, embora ela tivesse crises depressivas. Ele acredita que o comportamento agressivo que ela teve na noite do acontecido tenha sido motivado pelo filme Anaconda, que ela assistia na televisão. "Eu estava dormindo e ela ficou assistindo o filme e depois que me deu as facadas voltou na sala para continuar assistindo televisão", contou Falchete.

Sobre os ferimentos que sofreu em razão das facadas, José Falchete declarou que apenas o desferido no peito foi mais grave e que os outros foram todos artificiais. Disse que ficou apenas um dia internado no Hospital de Base em S. J. do Rio Preto, para a correção de um ferimento no rosto.

Falchete fez um pedido à justiça olimpiense para que não tome decisão apenas baseada nas fotografias. "As fotos anexadas no processo não mostram a verdadeira realidade", declarou. Declarou também que se dependesse dele retiraria a queixa, mas o caso depende da justiça.

Finalizou Falchete, dizendo que anteontem esteve visitando Ilda no presídio de Jaborandi, onde ela esta encarcerada em uma cela com quatro presas. Contou que duas detentas e mais as carcereiras estão cuidado dela. Disse que ela não se lembra de ter desferido as facadas. "Ela está em depressão profunda e não vai suportar ficar mais tempo naquela situação, está precisando é de tratamento e não de cadeia".

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