02 de janeiro | 2012

Moradores do Village Morada Verde terão que suportar a lagoa de esgoto mais 60 dias

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De acordo com a informação dada pelo prefeito em entrevista a esta Folha, na tarde da quinta-feira desta semana, dia 29, os moradores do conjunto habitacional Village Morada Verde, construído na zona leste de Olímpia, cujas chaves das casas foram entregues no dia 12 de novembro próximo passado, terão de suportar o cheiro das lagoas de tratamento de esgoto do córrego dos Pretos, por pelo menos mais 60 dias.

“Pela última informação que recebi já estava começando a transferir. A obra está pronta, já estava testando com o enchimento das caixas com água, fazendo as últimas ligações hidráulicas para começar a fazer a transferência.


Acredito que definitivamente, para iniciar o processo de encerramento das lagoas, acho que mais uns 60 dias”, avisa.


Segundo ainda a explicação do prefeito, “vai ter um período em que as duas estações vão funcionar ao mesmo tempo. Até encerrar as lagoas em definitivo vai cerca de 60 dias”. Mas inicialmente a previsão para a desativação das lagoas era para antes da conclusão das casas e a entrega das chaves.


Depois, segundo o próprio prefeito divulgou a esta Folha, o prazo teria sido estendido pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista, para o mês de dezembro.


A lagoa no local em que está, praticamente encostada no novo loteamento, além do mau cheiro, gera o risco de proliferação de doenças, inclusive as transmitidas por ratos que podem sair da lago e se infiltrarem nas casas.


ETE ALÉM DA RODOVIA


Por outro lado, o prefeito continua na expectativa da ordem de serviço do governo do Estado de São Paulo, para lançar a licitação para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), além da Rodovia Assis Chateaubriand, SP-425. “Espero começar essa obra até junho”, disse Geninho.


Segundo ele, ainda falta a certidão de passagem porque há pendências burocráticas coma a escritura de uma das três propriedades rurais que serão cortadas pelo emissário – há um desacordo da área que consta na escritura com a medida real – resultando na falta do registro da escritura em cartório.


“Mas acho que agora, entregando essa última escritura registrada, que deve ficar pronta na próxima semana, já tenhamos a ordem para licitar a obra”, estima o prefeito.


Geninho explicou que a obra será licitada pela Prefeitura Municipal, mas será fiscalizada pela Daemo Ambiental, sucessora do Departamento de Água e Esgoto do Município de Olímpia (DAEMO).


ETA CACHOEIRINHA


Por outro lado, ainda não há previsão de data para início também da obra da Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada ao lado do Jardim Cecap, na zona norte, bem como para a captação de água do rio Cachoeirinha, na região leste do município de Olímpia.


O prefeito contou que diretores da Daemo Ambiental estiveram reunidos com gerencia regional da CEF (Caixa Econômica Federal), de São José do Rio Preto, e que a situação está em fase de análise final do processo.


Um esboço de um edital de licitação está pronto, mas, também, segundo o prefeito, os departamentos jurídicos da CEF e da Prefeitura Municipal analisam documento para soltar um “edital homogêneo” (sic), com chancela da CEF, mas que atenda também as necessidades da Prefeitura.


Mas mesmo que a situação avance para depois de junho do próximo ano, o prefeito não enxerga empecilhos para receber os recursos. Segundo ele, mesmo sendo um ano eleitoral não há riscos de travar a liberação. “Não há nenhum risco. O que há são impedimentos para o prefeito participar de inaugurações”, disse.


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