16 de junho | 2026
“A Lógica da Infelicidade” – livro mergulha nos dilemas comportamentais
A Lógica da Infelicidade
Inverta este exercício: ao invés de se perguntar o que faz você feliz, pense no que traz infelicidade. A provocação é proposta pela psicóloga e escritora Paula Toyneti Benalia a partir do livro “A Lógica da Infelicidade”. O livro mergulha nos dilemas comportamentais e emocionais que permeiam a sociedade com um convite para explorar de forma íntima tudo o que pode ou não trazer bem-estar a cada pessoa. Dez capítulos curtos e metafóricos aproximam o leitor do principal questionamento que permeia a obra: se hoje fosse o último dia da sua vida, o que você faria de diferente? Para guiar as reflexões, a autora explora os aspectos que pesam para a infelicidade, como ansiedade, pessimismo, estresse e depressão. Ela atravessa esses temas ao fazer uma analogia entre as etapas da vida e o planejamento de uma viagem, porque, para encontrar novos rumos na aventura da existência, é preciso preparo. Como uma agente de turismo à disposição, Paula Toyneti Benalia entrega uma espécie de passo a passo para a organização da jornada. Seja ela uma roadtrip, um mochilão ou uma aventura a bordo de um navio, basta escolher o roteiro, pois todos levarão ao destino final: a felicidade. Da programação financeira e orçamento ao checklist de organização das malas e o início da aventura. Para cumprir todas as etapas rumo à felicidade, a autora deixa espaços para que o leitor se desafie a estabelecer metas e sonhos, a partir da externalização de sentimentos bons ou ruins, e as mudanças que está disposto a fazer no percurso. Desta forma, incentiva o viajante a entender que também é preciso desfrutar do presente, afinal, o fim da vida é imprevisível e inevitável. Convite feito, agora basta aceitar, pois ainda há a garantia de que, se depois da jornada não gostar da viagem, o leitor poderá retornar à rotina de sempre, sem qualquer prejuízo – pelo contrário, a tentativa foi feita e tudo é aprendizado. “Se souber exatamente para onde quer ir, a vida fica mais leve e fácil, pois nenhum destino é impossível”, atesta Paula. O livro tem 68 páginas.
Evas do Gramado
Em 1940, o futebol feminino se tornou uma verdadeira febre que atraía torcedores e estava prestes a ganhar todo o país. Infelizmente, esse cenário próspero, que pode até soar fictício, recebeu um duro golpe com a decisão do Governo Vargas de proibir a participação de mulheres em esportes “incompatíveis com as condições de sua natureza”. Escrita pelo museólogo e pesquisador Auriel de Almeida e publicada pela Hanoi Editora, a obra “Evas do Gramado” resgata a trajetória do Primavera Atlético Clube, sediado no Rio de Janeiro, de sua fundadora Carlota Alves de Rezende e das craques Nicéa, Sally e Aída. Hoje praticamente desconhecidas, elas foram as responsáveis por comandar o time que se tornou o maior representante feminino da capital carioca, na época também capital nacional, antes do banimento. Os impactos dessa proibição, que durou quase 40 anos e só foi derrubada em 1979, reverberam no esporte até hoje. Apesar da excelência das mulheres no futebol – a artilheira Marta, por exemplo, é recordista em títulos de melhor jogadora do mundo, e isso inclui os homens –, os investimentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na seleção feminina seguem escassos, com queda de 40% em 2022, enquanto a masculina recebeu 45% a mais de apoio. Os relatos de “Evas do Gramado”, no entanto, comprovam que o futebol feminino faz parte da tradição esportiva do país. Por meio de uma pesquisa documental minuciosa, o livro reconta a trajetória do clube de forma envolvente, desde seu surgimento e inúmeras partidas de sucesso, até a perseguição policial baseada em acusações infundadas e o encerramento forçado da equipe. Da editora Hanoi Editora, o livro tem 108 páginas.
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