21 de agosto | 2025
“Êta Mundo Melhor!” conquista corações e lidera audiência no início da noite
Continuação de “Êta Mundo Bom!” mantém a essência otimista, apresenta novos conflitos e personagens marcantes, e se firma como um dos maiores sucessos recentes da teledramaturgia brasileira

Sérgio Guizé, no papel de Candinho, e seu inseparável companheiro Policarpo, “interpretado” pela burrinha Juliana, protagonizam momentos de ternura e humor que conquistam o público em “Êta Mundo Melhor!” / Fábio Rocha-RG

Heloísa Périssé dá vida à divertida e astuta vilã Zulma, diretora do orfanato, em “Êta Mundo Melhor!”, arrancando risos e despertando a torcida do público a cada aparição / Fábio Rocha-RG

Larissa Manoela interpreta Estela, jovem determinada e cheia de carisma que traz frescor e emoção à trama da novela / Fábio Rocha-RG

Com figurinos caprichados que retratam o Brasil das décadas de 1940 e 1950 e cenários que mesclam o campo e a cidade, “Êta Mundo Melhor!” transporta o público para uma época de costumes, valores e paisagens cheias de encanto / Fábio Rocha-RG
A novela “Êta Mundo Melhor!”, continuação da aclamada “Êta Mundo Bom!”, já e se firmou como um dos maiores sucessos recentes do horário das 18 horas, conquistando uma legião de fãs que se dividem entre os que acompanharam a primeira trama e uma nova geração de telespectadores que está conhecendo Candinho e seu universo agora. Desde a estreia, a produção vem registrando excelentes índices de audiência, mantendo a liderança no horário e provocando uma repercussão diária nas redes sociais, onde cada capítulo é debatido e comentado em tempo real, como não poderia deixar de ser na atualidade que vivemos! Mais do que uma simples sequência, a novela conseguiu resgatar a essência otimista e acolhedora que marcou a original, mas trazendo novos conflitos, reviravoltas e personagens capazes de manter o público preso à história.
O enredo, mais uma vez centrado em Candinho, interpretado com naturalidade e simpatia por Sérgio Guizé, apresenta uma nova etapa da vida do personagem. Agora morando em uma mansão na capital paulista e ainda acompanhado do inseparável burro Policarpo, Candinho vê sua vida ser abalada por uma sequência de tragédias: a morte da esposa Filó (Débora Nascimento) e da mãe Anastácia (Eliane Giardini) e o sequestro de seu filho recém-nascido, Júnior (Davi Malizia), enviado para um orfanato. Apesar do luto e da dor, o protagonista não perde a esperança e mantém vivo o seu lema: “Tudo o que acontece de ruim na vida da gente é pra melhorar”. Essa filosofia simples, mas poderosa, atravessa toda a narrativa e é um dos principais motivos que tornam a trama tão cativante, pois oferece mensagens de fé, resiliência e superação em um contexto que, mesmo ambientado no passado, conversa diretamente com o presente.
A recriação do Brasil dos anos 1940 e 1950 é outro ponto de destaque. Figurinos detalhistas, cenários que equilibram o campo e a cidade e uma direção de arte cuidadosa transportam o telespectador para um período marcado por costumes, valores e paisagens muito diferentes dos de hoje. A trilha sonora reforça essa ambientação, mesclando clássicos da época com músicas inéditas que dão identidade à obra. A direção de Amora Mautner, somada ao texto de Walcyr Carrasco em parceria com Mauro Wilson, consegue equilibrar muito bem o humor característico, as histórias de amor e os momentos de tensão, criando um folhetim que agrada públicos de diferentes idades.
O elenco, formado por um time de veteranos e jovens talentos, é um dos grandes trunfos da produção. Sérgio Guizé continua a encantar com sua interpretação carismática e genuína, enquanto Larissa Manoela, como Estela, acrescenta frescor, determinação e leveza à trama, aproximando-a de um público mais jovem e engajado. Heloísa Périssé, na pele da vilã Zulma, entrega um desempenho marcante, equilibrando humor e maldade de forma que prende a atenção sempre que está em cena. Ao lado deles, atores como Luís Miranda, Elizabeth Savalla, Ary Fontoura, Nívea Maria e novos rostos como o de Davi Malizia que interpreta o Samir/Júnior, dão vida a personagens que ajudam a movimentar a história e enriquecem o universo da novela.
O sucesso de “Êta Mundo Melhor!” também se explica pelo momento que vivemos. Em um mundo acelerado e repleto de notícias pesadas, a novela cumpre o papel de oferecer ao telespectador um respiro. É uma história que diverte, emociona e traz esperança, com tramas que, embora simples na essência, carregam significados profundos sobre valores humanos. A narrativa fala sobre amor, família, amizade, solidariedade e, principalmente, a capacidade de acreditar em dias melhores — algo que atravessa gerações e nunca perde a relevância.
Por tudo isso, assistir a “Êta Mundo Melhor!” é mais do que acompanhar uma novela: é viver uma experiência que mistura emoção, nostalgia e alegria. É mergulhar em uma história que aquece o coração e, ao mesmo tempo, oferece boas risadas, com personagens que já entraram para o imaginário popular e novos rostos que conquistam espaço a cada capítulo. Em tempos em que o entretenimento muitas vezes é passageiro, a produção se destaca por entregar um folhetim de qualidade, com começo, meio e fim bem construídos, capaz de deixar o público ansioso pelo que virá e, ao final, com a sensação de ter feito parte de algo especial. É, sem dúvidas, uma trama que merece ser acompanhada até o último capítulo.
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