23 de outubro | 2024

Fernanda Montenegro completa 95 anos e nem pensa em se aposentar!

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Fernanda Montenegro, aos 95 anos, segue desafiando o tempo e encantando gerações com sua arte incomparável / GB Imagem

 

A Dama da Televisão Brasileira, em um momento de contemplação, celebrando sua trajetória de quase 80 anos nos palcos e telas / GB Imagem

 

Fernanda Montenegro e sua filha, Fernanda Torres, juntas, compartilham a paixão pela arte e protagonizam uma das histórias mais marcantes da cultura brasileira / João Faissal-RG

 

Com uma carreira marcada por personagens inesquecíveis, Fernanda Montenegro mostra sua devoção pelo teatro e pela atuação / Estevam Avellar-RG

 

Fernanda, exemplo de longevidade artística, é reverenciada por sua contribuição à cultura brasileira e ao cinema mundial / Paulo Belote-RG

 

Em cada olhar, Fernanda Montenegro carrega a sabedoria de uma vida dedicada à arte e à resistência cultural / GB Imagem

 

Fernanda Montenegro completa 95 anos e nem pensa em se aposentar!

A atriz segue em plena atividade, esbanjando talento e paixão pelo ofício que abraçou há quase oito décadas

 

Considerada a Dama da Televisão brasileira, com quase 80 anos de carreira, Fernanda Montenegro, nasceu em 16 de outubro de 1929, na cidade do Rio de Janeiro, numa casa de portugueses e italianos e foi batizada com o nome de Arlette Pinheiro Esteves da Silva, portanto, acaba de completar 95 anos, muito bem vividos!

A artista adotou o nome artístico, Fernanda Montenegro – que ela mesma criou, ainda no início da carreira – a atriz revelou na série “Tributo”, do Globoplay, o segredo para equilibrar a convivência entre a celebridade e a pessoa física. “Sou, ao mesmo tempo, Arlette Pinheiro Monteiro Torres e Fernanda Montenegro. Uma é a chamada de uma arte, de uma profissão. A outra, sou eu de porta fechada, sólida, dentro de casa. Será que isso é sadio? Não sei! Mas é desafiador. E já que estou com essa idade, tenho sobrevivido”.

Fernanda enveredou-se no meio artístico aos 15 anos de idade quando participou de um concurso da Rádio MEC que selecionou redatores, locutores e atores de rádio. A estreia no teatro foi em 1950, na peça “3.200 Metros de Altitude”, ao lado de Fernando Torres, com quem veio a se casar posteriormente.

A história deste “monstro sagrado do teatro” é extensa e digna de nota. Ela foi a primeira atriz contratada da TV Tupi do Rio de Janeiro e ficou na emissora entre o final de 1950 e 1953. No ano de 1952 ganhou o prêmio de Melhor Atriz Revelação da Associação Brasileira dos Críticos Teatrais por seu trabalho em dois espetáculos. Nesta mesma época fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia. “Fazemos parte da história cultural da televisão brasileira. Eu comecei em dezembro de 1950 na TV Tupi. Havia um grande elenco, todos muito jovens, e hoje estamos aí à beira dos 100 (anos). As nossas biografias são muito bonitas, porque são biografias de resistência”, celebra a atriz.

Ao lado do marido, Fernando Torres, montou a Companhia dos Sete congregando na época os atores Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Giani Ratto, Luciana Petruccelli e Alfredo Souto. Desde então, recebeu vários outros prêmios por seu trabalho. No ano de 1970 afastou-se da televisão durante nove anos. A sua volta deu-se em 1979 quando participou de “Cara a Cara”, novela de Vicente Sesso exibida pela TV Bandeirantes.

A sua estreia na Globo foi em 1981 em “Baila Comigo” interpretando Sílvia Toledo Fernandes e logo depois apareceu em “Brilhante”, na pele da milionária Chica Newman.

Inesquecíveis mesmo são suas cenas ao lado do saudoso Paulo Autran, na primeira versão de “Guerra dos Sexos”, de Sílvio de Abreu, na qual eles viveram os primos Charlô e Otávio. No ano de 1986, em “Cambalacho”, novamente numa história de Sílvio de Abreu, ela protagonizou situações hilárias na pele de Naná, ao lado de Gegê, personagem do também grandioso e saudoso Gianfrancesco Guarnieri.

Os personagens marcantes são inúmeros. Tem a Vó Manuela, de “Riacho Doce”; Salomé, em “A Rainha da Sucata”; Olga Portella, em “O Dono do Mundo” e centenas de outros. No ano de 1999 foi condecorada com a maior comenda – a Ordem Nacional do Mérito Gran Cruz.

A atriz tem seu nome ligado ao cinema brasileiro e coleciona inúmeras premiações nacionais e internacionais. Em “Central do Brasil”, de Walter Salles que foi indicado ao Oscar por sua atuação a atriz ganhou o prêmio Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim. Mas o maior prêmio que Fernanda Montenegro conquistou em sua carreira, veio quando ela foi premiada durante a 41ª edição do “International Emmy Awards”, na cerimônia de gala que aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos, Fernanda venceu na categoria Melhor Atriz por Dona Picucha, da série “Doce de Mãe”. Ela foi a primeira atriz brasileira a vencer o “Emmy” e a única já indicada ao Oscar.

Embora tenha sido uma das pioneiras da televisão, Fernanda não esconde a sua identificação com o palco. Ou, como definiu a filha, Fernanda Torres, uma “devoção pelo teatro”. “Ela é um ser totalmente do presente. E trabalha mais do que nós todos: é chamada para filme, novela, peça, debate e comerciais. É requisitadíssima. E dá conta. Ao mesmo tempo, há atrás dela uma corrente de pessoas e de experiências. Como traduzir isso? Talvez seja o preço de viver muito, lucidamente”, elogia Fernanda Torres.

Fernanda Montenegro casou-se com o também ator Fernando Torres em 1953 e eles tiveram dois filhos, a atriz Fernanda Torres e o cineasta Cláudio Torres. O marido da atriz morreu em 2008.

Apesar da fama, a família de Fernanda Montenegro sempre foi muito discreta e não é dada a badalações.

 

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