02 de outubro | 2017

Acervo do Museu será transferido para prefeitura restaurar o prédio

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As mais de três mil peças que compõem o acervo do Museu de História e Fol­clo­­re “Maria Olímpia” serão transferidas de local. A medida é uma necessidade provisória devido ao projeto de restauração do atual prédio do Museu. De acordo com Maria Justina Boitar Riscali, secretária mu­­nicipal de Cultura, o a­cervo será transferido para outro prédio histórico.

Trata-se da antiga residência do empresário Da­vi­d de Oliveira, cujo proprietário faz parte da história de Olímpia e inclusive dá nome à rua onde se encontram as duas edifica­ções.

“A sugestão da edifica­ção de David de Oliveira foi do próprio prefeito Fer­nando Cunha e faz parte da linha de pensamento que vem adotando para a manutenção da cultura e da memória da cidade”, conta Tina.

A partir da próxima segunda-feira, dia 2 de outubro, o atual prédio do Museu estará fechado para a­va­lização, na qual será e­mi­tido laudo técnico sobre as condições estruturais do local para posterior início da reforma e restauração. O objetivo é oferecer segurança e melhor a­tender a população e os turistas que se encantam com o valor histórico do lugar.

As decisões foram tomadas na tarde de terça-feira, 26, durante reunião do pre­feito Fernando Cunha, com a secretária de Cultura, Esportes e Lazer, Tina Riscali e com a diretora do Museu, arquiteta especialista em restauro, Rosely Mayse Seno. Também estiveram no encontro no Ga­binete Executivo a coordenadora da Unidade de Preservação do Patri­mô­nio Museológico, Regina Ponte, e o diretor do SISEM – Sistema Estadual de Museus, Davidson Ka­seker. Os dois representantes são técnicos da secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e estiveram em Olímpia a pedido do prefeito para dar suporte às ações culturais que pretende implantar no município. 

Regina e Davidson a­com­panharão todo o procedimento de transferência do acervo do Museu e outras medidas necessárias para a conservação e funcionamento relativos ao prédio e ao acervo.

A decisão do prefeito sobre a reforma se deu após Rosely Seno e o arquiteto da prefeitura, Sérgio Carvalho, realizarem prospec­ções nas áreas molhadas que compõem a edificação e diagnosticarem que as antigas vigas de ferro – par­te da técnica construtiva – apresentam deterioração grave. “Isso pode colocar em risco os frequen­ta­dores, funcionários, o próprio patrimônio edificado, acervo histórico e folclórico de que é constituído”, explica Rosely.

A especialista lembra que a última revisão estrutural foi executada em 1980 e as vigas que ali permanecem datam de 1910, aproximadamente. “O pré­dio necessita, portanto, de reforço estrutural, revisão dos barrotes que dão sustentação ao piso de madeira, trocas de tábuas corridas deterioradas, reposição de ladrilhos hidráulicos danificados, restauração das esqua­dri­as originais, higienização, descupinização e outras medidas necessárias, inclusive com relação à área expositiva”, afirma a arquiteta e diretora do Museu.

De acordo com Rosely, por se tratar de um prédio histórico, todos os cuidados para a manutenção das características originais da edificação serão tomados e acompanhados por especialistas, inclusive com relação à manutenção das técnicas construtivas que o caracterizam.

No imóvel do David Oliveira será instalado todo o acervo folclórico do Museu. O acervo da história de Olímpia será devidamente guardado, até que a reforma do Museu seja concluída.

CADASTRO ESTADUAL

Por outro lado, foi realizada na terça-feira desta semana, dia 26, na Prefeitura de Olímpia, uma reunião com os museus da região de Barretos para conhecerem os detalhes do Cadastro Estadual de Museus (CEM-SP).

O encontro, que discutiu a preservação do patri­mô­nio público e a importância do SISEM-SP e do Cadastro Estadual de Museus (CEM-SP), contou com as presenças de Tina Riscali, secretária de Cultura, Esportes e Lazer, Ro­sely Seno, diretora do Museu de História e Folclore Maria Olímpia, Raquel de Mattos, museóloga e ges­tora do Museu Ruy Mene­zes, de Barretos, Regina Ponte, coordenadora da Unidade de Preservação do Patrimônio Museo­ló­gi­co e Davidson Kaseker, diretor do Sistema Estadual de Museus.

O Cadastro Estadual de Museus de São Paulo é um instrumento de política pú­blica elaborado pela secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, por meio da atuação do Grupo Técnico de Coordenação do Sistema Estadual de Mu­seus (GTC SISEM-SP), que visa estabelecer padrões normativos para o setor museológico e sistematizar as informações sobre os museus em território paulista, identificando suas condições estruturais e atuando de forma dia­ló­gica para sua qualificação.

O SISEM-SP, Sistema Estadual de Museus de São Paulo, congrega e articula os museus paulis­tas, com o objetivo de pro­mover a qualificação e o fortalecimento insti­tucional. O sistema atua em cinco linhas de ação principais: articulação, apoio técnico, comunicação, formação e fomento.

 
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