19 de agosto | 2026

Brigas entre alunos e queixas sobre falta de apoio geram cobrança por segurança em escola nova no Morada Verde

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Mensagens chegadas até esta Folha cobram providências, presença da polícia e reforço no acompanhamento dos alunos.

A escola nova no Residencial Village Morada Verde, em Olímpia, passou a ser alvo de reclamações de pais e moradores por causa de brigas entre alunos, tumultos nos arredores da unidade e queixas sobre falta de funcionários em número suficiente para acompanhar a rotina escolar. Relatos recebidos pela Folha apontam preocupação com a segurança de estudantes, professores e equipe gestora.

Segundo as informações, a unidade já estaria em funcionamento, embora a inauguração oficial ainda não tenha ocorrido. Pais afirmam que, desde o início das atividades, os horários de entrada e saída se tornaram os mais críticos, com registros de brigas dentro da escola, nas esquinas próximas e no trajeto de volta para casa.

MORADOR DIZ QUE SOCORREU CRIANÇA
COM SANGUE DURANTE BRIGA

Em uma mensagem enviada ao perfil da Prefeitura, ao qual a Folha teve acesso, um morador relatou que passou em frente à escola, no Morada Verde, e se deparou com um grupo de adolescentes agredindo uma criança. Segundo ele, foi necessário intervir, socorrer o menino, que estaria com sangue exposto, colocá-lo em sua moto e levá-lo para casa.

Ainda conforme o relato, no retorno à região da escola, o morador afirmou ter encontrado outras duas rodas de adolescentes brigando, uma em cada esquina da unidade. Na mensagem, ele questionou a ausência de segurança no local e perguntou por que a polícia não estaria presente nos horários de saída das escolas.

PAIS COBRAM PROVIDÊNCIAS

As reclamações também apontam pedido de presença das forças de segurança pelo menos no entorno da escola, principalmente nos horários de maior movimento. Um dos relatos afirma que há crianças que querem estudar, mas estariam sendo prejudicadas por grupos que promovem confusão, atrapalham alunos, professores e direção.

Em outra mensagem, um pai relatou que foi até a escola depois que o filho disse estar triste e não queria mais frequentar as aulas. Segundo ele, o menino teria reclamado de perturbações dentro da sala. O relato cita ainda que alguns estudantes teriam provocado uma situação tão tensa que uma professora chegou a chorar.

ÁUDIOS APONTAM DIFICULDADE
PARA CONTROLAR A ROTINA

Áudios encaminhados a esta Folha relatam que a direção estaria enfrentando dificuldades para controlar a rotina da escola. Segundo informações recebidas informalmente, vários alunos de outras unidades teriam pedido transferência para a nova escola, o que teria aumentado os conflitos entre grupos.

A principal reclamação apresentada pelos pais é a suposta ausência de inspetores em número suficiente para acompanhar corredores, pátio, fila da merenda, banheiros e movimentação dos alunos nos horários de entrada e saída. Segundo os relatos, a direção teria dificuldade para agir quando surgem brigas simultâneas ou quando os conflitos saem da escola e seguem para a rua.

Uma das mensagens resume a preocupação dizendo que “não tem como tocar uma escola em três mulheres”, em referência à diretora, à vice-diretora e à funcionária de apoio mencionadas nos relatos. Como não há confirmação oficial sobre o quadro de servidores, a informação é tratada como reclamação apresentada por pais e moradores.

BRIGA TERIA COMEÇADO
NA FILA DA MERENDA

Entre os episódios narrados está uma briga que teria começado na fila da merenda. Segundo as informações chegadas até esta Folha, uma aluna teria cortado a fila, situação que gerou desentendimento com outra estudante. Durante a discussão, uma das adolescentes teria pegado um garfo e ameaçado a colega, alegando que a outra teria ido para cima dela dentro da escola.

Ainda de acordo com o relato, a diretora teria intervindo e retirado o garfo da estudante. O caso, porém, não teria terminado dentro da unidade. Na saída, a adolescente envolvida na confusão teria sido seguida por um grupo de meninas até as proximidades de sua casa, onde foi cercada e agredida.

ADOLESCENTE TERIA FICADO
COM MARCAS NO ROSTO, BRAÇO E PERNA

A pessoa que relatou o caso disse que a jovem chegou chorando muito, com arranhões acima do olho e marcas no braço e na perna, semelhantes a ferimentos provocados por garfo. Segundo o áudio, a adolescente afirmou que outras pessoas gravaram a agressão, o que teria aumentado o constrangimento e o abalo emocional.

Ainda conforme o relato, a menina disse ter ficado sem reação porque várias adolescentes se juntaram contra ela. O episódio reforçou a preocupação de pais e moradores de que as desavenças iniciadas dentro da escola estejam se prolongando para fora da unidade, colocando alunos em risco no trajeto para casa.

INAUGURAÇÃO OFICIAL
ESTARIA MARCADA PARA O DIA 26

Nas mensagens encaminhadas, uma pessoa informa que a inauguração oficial da escola estaria marcada para o dia 26 de agosto. A cobrança dos pais é para que as providências sejam tomadas antes da solenidade, com reforço na segurança nos horários de saída e medidas para evitar novas confusões entre estudantes.

Os relatos também pedem atuação da Diretoria de Ensino e dos órgãos responsáveis pela unidade, com eventual contratação ou designação de inspetores e servidores de apoio, caso seja confirmada a necessidade. Para os pais, a escola é nova, importante para o bairro e não pode começar sua trajetória marcada por medo, insegurança e falta de estrutura para acompanhar os alunos.

RELATOS AINDA PRECISAM SER
APURADOS PELOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS

As informações apresentadas são baseadas em mensagens de pais, moradores e áudios encaminhados à Folha. Até o fechamento deste texto, não havia confirmação oficial, por parte dos órgãos responsáveis, sobre o número exato de funcionários da escola, a quantidade de alunos matriculados, a existência de boletins internos sobre as brigas ou eventuais medidas já adotadas.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura, da Guarda Civil Municipal, da direção da unidade e da Diretoria de Ensino sobre as reclamações apresentadas por pais e moradores, especialmente quanto à segurança no entorno da escola, ao reforço de servidores e às providências para evitar novas agressões entre estudantes.

 

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