02 de dezembro | 2018
Curicaca cuida de 2 filhotes em ninho em torre próxima à nova atração do Thermas

As imagens dessa ave foram facilitadas através de um vídeo gravado com a utilização de drone pelo departamento de marketing do Thermas que estava registrando o andamento das obras do Lendário, um toboágua inédito em sua composição, com cinco pistas radicais e com pelo menos três variações em cada percurso, que está sendo construído no parque.
Trata-se de uma ave cujo nome científico é Theristicus caudatus, da família Threskiornithidae, da ordem Pelecaniformes, que está presente em grande parte do Brasil, com mais destaque na Ilha de Marajó, no Pará, e no Pantanal mato-grossense. É encontrada ainda no Panamá e em todos os países da América do Sul (até a Terra do Fogo, na Argentina).
Sua alimentação é composta por menu variado e inclui insetos, larvas, centopeias, pequenos lagartos, ratos, caramujos, aranhas e outros invertebrados. Somam-se a isso anfíbios, pequenas cobras e sapos (já que esta ave não se incomoda com as toxinas liberadas por eles).
REPRODUÇÃO
O período reprodutivo vai de julho a novembro. Nidifica nas árvores mais altas, numa espécie de plataforma feita de gravetos, ou mesmo em rochas. Costuma por entre dois e três ovos, durante o verão. Os ninhos normalmente formam colônias numerosas, em campos secos, alagados ou pastagens.
Ave que gosta de planar nas alturas, a curicaca (conhecida também como curicaca-comum, curicaca-branca e curicaca-de-pescoço-branco), tem outra característica marcante: é chamada de despertador do Pantanal, pelo grito forte que emite e que lhe dá nome (por ser semelhante ao som de seu canto).
De hábitos bem distintos, vive em pequenos bandos de oito a dez aves ou sozinha, costuma buscar alimento em campos de gramíneas ou em alagados, mas raramente dentro d’água. Para isso, tem no bico longo e curvo seu mais importante aliado, já que consegue extrair larvas e outros insetos da terra fofa.
Além deste detalhe físico, ela se distingue pela coloração clara e asas largas, com dorso cinzento e brilho esverdeado. Os machos são um pouco maiores que as fêmeas, atingindo 69 cm de comprimento e cerca de 143 centímetros de envergadura. Quando chega a noite, empoleira-se em árvore para dormir. Costuma gritar nesta hora e ao clarear o dia.
Também costuma pôr de dois a quatro ovos, em ninhos de gravetos nas árvores ou mesmo grandes rochas nos campos. Os ninhos formam colônias numerosas durante o período de reprodução. Habita campos secos, alagados e pastagens.
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