15 de março | 2015
Decretada prisão do suspeito do latrocínio contra o mototaxista
Apontado como sendo o principal suspeito de ter praticado o latrocínio (roubo seguido de morte) que teve como vítima o mototaxista Miguel Rocha dos Santos, de 40 anos, residente no Morada Verde, foi preso esta semana o alagoano Edvânio Pedro dos Santos, de 27 anos, morador na rua Andrea Degasperi, no jardim Santa Ifigênia.
Depois de 47 dias, pois o crime aconteceu no dia 28 de janeiro deste ano, a motocicleta Honda CG 150 Fan, preta, ano 2014, placa FTG 4842 de Olímpia, foi localizada na cidade de Icém na residência de um tal de “Naná”. A irmã e uma amiga do proprietário da casa reconheceram o alagoano e o apontaram como sendo a pessoa que levou a moto para ser guardada naquela cidade.
Com este reconhecimento o delegado Marcelo Pupo de Paula, que preside o inquérito policial que apura o latrocínio, representou junto ao Ministério Público pela decretação da prisão temporária do suspeito, que foi deferida pelo juiz de direito Eduardo Luiz de Abreu Costa, por um período de 30 dias.
Nos meios policiais informa-se que todas as evidências levam a crer que o alagoano possa ser o autor do latrocínio ou, caso não seja, saiba quem foi. Edvânio, que é também conhecido pelo apelido de “Pica-Pau”, nega a autoria do crime. Ele é apontado como suspeito desde a data do crime. Pois o contratante da corrida no Expressinho Moto Táxi, por telefone, se identificou como “Edvânio”.
No entanto, naquela oportunidade o acusado negou qualquer envolvimento com o crime, alegando que apenas houve uma coincidência de nomes, mesmo ele residindo nas proximidades de onde o mototaxista pegou o passageiro e depois desapareceu. Por falta de provas, naquela oportunidade, o alagoano foi colocado em liberdade.
SITE IFOLHA LOCALIZA A MOTO
Depois do crime, durante todo este período de aproximadamente um mês e meio, a polícia tentava descobrir o autor, como também a motocicleta, que estavam desaparecidos, sem êxito. A pista que foi fundamental no encontro da moto, surgiu na tarde da última quarta-feira, dia 11, quando um morador da cidade de Icém ligou para a redação da Folha da Região, detentora do site iFOLHA, informando que uma moto com a mesma placa da motocicleta roubada do mototaxista, estava circulando naquela cidade (ele havia lido a matéria postada no site).
Esta informação foi passada à polícia civil de Olímpia, que na quinta-feira pela manhã pediu apoio aos policiais de Icém, que localizaram a moto na casa de “Naná”. O proprietário da residência, no dia anterior, havia viajado para uma cidade do Estado da Bahia. No entanto, sua irmã, como também uma amiga que frequenta a casa, informaram que a moto pertencia ao “Pica-Pau”, que reside em Olímpia, que havia pedido a eles para guardá-la.
Com isso, o suspeito foi encontrado pelos investigadores de Olímpia, mas voltou a negar envolvimento com o crime. Ainda na tarde de quinta-feira, Edvânio, o “Pica Pau”, foi levado a Icém, onde foi reconhecido pelas duas mulheres como sendo quem levou a moto até aquela cidade.
ADMITIU QUE COMPROU A MOTO
Depois do reconhecimento em Icém, o suspeito Edvânio, admitiu que foi ele que levou a moto até a casa de “Naná”, mas alegou que a comprou há cerca de 15 dias, de um tal de Edgar, morador naquela cidade e pediu para “Naná” guardá-la. Ele afirmou que conhece os dois, pois passou dois carnavais naquela cidade.
Entre outras coisas, o alagoano contou que a moto foi lhe oferecida por telefone, pelo valor de R$ 2,5 mil. Ele se interessou e foi de ônibus até aquela cidade fazer o pagamento, sem se preocupar com a procedência da moto. As declarações do acusado são consideradas “fantasiosas” nos meios policiais, não tendo quase nenhum a consistência. O tempo todo Edvânio garantiu que tinha um álibi, pois na noite do crime, dia 28 de janeiro de 2015, estava em sua casa, com sua família, esposa, sogra, sogro e um tio.
Esposa do alagoano “derruba” álibi apresentado por suspeito
Em depoimento prestado na delegacia de polícia de Olímpia na manhã de ontem, dia 13, Patrícia Cristina Machado, esposa do suspeito Edvânio Pedro dos Santos, informou que ele não dormiu em sua casa, na rua Andréia Degasperi, na noite de 28 de janeiro, deste ano, quando foi praticado o latrocínio que teve como vítima o mototaxista Miguel Rocha dos Santos.
Com esta declaração, fica desmentido o álibi apresentado pelo acusado, de que na noite do crime estava em sua casa, juntamente com sua esposa Patrícia, o pai dela, Wanderlei, a esposa dele, Gisele, e um tio de nome Aparecido. Até ontem apenas a esposa havia prestado depoimento, quando alegou que ele saiu de casa no início da noite e somente retornou na tarde do dia seguinte, por volta das 17 horas.
Também, entre outras coisas, a esposa declarou que não sabia que ele tinha viajado até Icém ou, ainda, comprado uma moto. Edvânio é natural da cidade Penedo, em Alagoas e veio para Olímpia em 2009. No entanto, pouco depois ele retornou para seu estado de origem. Mas, acabou fixando residência em Olímpia há cerca de sete meses, sempre trabalhando na construção civil. No Estado de São Paulo, no sistema Prodesp, não consta passagens do acusado pela polícia. No entanto o seu RG é de Alagoas, onde não foi, ainda, possível a realização de pesquisa.
Operadora confirma que o telefone que fez chamada no mototaxi é de alagoano
Um confronto entre as informações da operadora Vivo e de uma testemunha moradora na cidade de Icém, confirmaram que o número do telefone celular utilizado na chamada na agência do Expressinho Mototaxi, pertence ao alagoano Edvânio Pedro dos Santos, de 27 anos, vulgo “Pica-Pau”.
Nas investigações para apurar a autoria do latrocínio do mototaxista Miguel Rocha dos Santos, o delegado Marcelo Pupo de Paulo requisitou a quebra do sigilo telefônico da agência que foi concedido pela justiça. O objetivo era conseguir o número do telefone que contratou a corrida.
Com isso, o número foi informado pela operadora. Agora, na tarde de ontem, o delegado Pupo de Paula, juntamente com o investigador Quiles estiveram em Icém, onde uma amiga de “Naná”, proprietária da casa onde a moto foi encontrada, informou o número do celular de Edvânio, que confirmou que era o mesmo utilizado na contratação da corrida.
Segundo informa-se nos meios policiais, esta é mais uma prova considerada importante, conseguida pela polícia para indiciar o alagoano, considerado o principal suspeito de ter praticado o latrocínio. Em suas declarações ele nega ter pratica.
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