03 de julho | 2011

Denúncia ao MP não preocupa novo provedor da Santa Casa

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A denúncia feita pela ex-provedora, advogada Helena de Souza Pereira (foto à direita), ao Ministério Público da Comarca de Olímpia, não preocupa o atual provedor, advogado Mario Francisco Montini (foto). A afirmação foi feita por ele ao final da entrevista coletiva realizada no final da tarde da quarta-feira desta semana, dia 29, na sede social da ACIO (Associação Comercial e Industrial de Olímpia).


“A denúncia ao Ministério Público não nos preocupa nenhum pouco. Nós acreditamos que estamos fazendo a coisa certa. Temos todos os procedimentos registrados na ata da reunião (assembleia da eleição)”, afirmou, observando que “se tivesse medo da justiça não seria advogado”.


Sobre a mesma questão, Montini observa que as pessoas que colaboravam através do DAEMO, por exemplo, não tem direito a voto. Segundo ele, para ser sócio contribuinte tem que seguir o que está previsto no estatuto da entidade, ou seja, contribuir com o mínimo de 10 salários mínimos.


Embora tenha informado a negociação de valores atrasados com os médicos, Montini disse que não tem um valor específico de qual a origem do valor, se dos procedimentos do SUS, valor que é repassado pela secretaria municipal, ou se dos atendimentos pelo plantão de disponibilidade, que é quando ficam longe do hospital, mas à disposição e são chamados em momentos emergenciais.


“Pode (estar junto). Existem valores que têm sido registrados, no meu modo de pensar, de maneira equivocada. A responsabilidade da Santa Casa para com os médicos são os plantões à distância, dívida que vem com problemas de administrações anteriores e que deram problemas”.


CULPA DA HELENA

Embora de certa forma até reconhecendo a necessidade, Montini reclamou dos empréstimos bancários vinculados aos repasses do SUS. A partir da medida tomada por Helena, segundo ele, foi que a situação financeira começou a complicar.

No entanto, reconhece que era a única saída viável para a situação do momento. “Ela não teria outra chance de não fazer este empréstimo (mesmo que vinculado)”.


Se não fizesse e pagasse a dívida com a ANS, explica o próprio provedor, que o nome da Santa Casa entraria para o Cadin (Cadastro de Inadimplentes) e não seriam liberados recursos para o hospital.


PRONTO SOCORRO

Segundo ele, o Pronto Socorro gera lucro e ajuda a manter Santa Casa em funcionamento e o início das atividades da UPA desfalcará a Santa Casa financeiramente. “A Santa Casa presta um serviço para o município”, afirmou sobre o fim do atendimento no pronto socorro como é nos dias atuais.

Com o funcionamento da UPA esse serviço cessará e o hospital não receberá mais a subvenção do município. Isso representará um prejuízo, embora, ao mesmo tempo, não mais despesas com esse atendimento.


Ocorre que o dinheiro que entra através do pronto socorro tem importância na manutenção do dia a dia do hospital. “Essa despesa gera um lucro para a Santa Casa. Do valor dela fica alguma coisa razoável para a Santa Casa manter o andamento de seu dia a dia. Haverá uma perda. O problema é que isso tudo não vai diminuir o custo que continuará o mesmo”, explicou.


CASO DAS MORTES
DE PACIENTES
Por outro lado, Montini preferiu não emitir nenhum comentário sobre o problema das mortes de pacientes registradas, provavelmente a partir de um possível mau atendimento pelo Pronto Socorro.

“Tenho uma posição que é a seguinte: aquilo que era antes era antes. Aquilo que passou, não é que eu não sei ou não queira saber. Os procedimentos que tinham que ser feitos, foram feitos lá atrás.

Agora, não sei quais foram os procedimentos”.

Embora reconhecendo o direito das pessoas de reclamar, disse que não pretende prestar contas das mortes mesmo que para recuperar a credibilidade da Santa Casa.


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