10 de julho | 2022

Dinheiro, celulares e um técnico em avião morador de Olímpia preso pela Operação Catrapo da PF

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Tráfico internacional de drogas com peças e adulteração de aviões. Um técnico, de Olímpia, não foi encontrado na cidade, mas foi preso na capital.


Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá (MT) confirmou na sexta-feira para o jornalista Leonardo Concon que, em Olímpia, na madrugada de quarta-feira (6), houve a Operação Catrapo, confirmado já divulgado, com visita de agentes federais, resultando em quatro apreensões e uma prisão. O ‘alvo’, no entanto, não estava em Olímpia, mas foi preso, preventivamente, na capital paulista, R. B., técnico em aeronaves. A PF confirmou o nome, segundo Concon, após citá-lo nos questionamentos.

Foram quatro apreensões (e não prisões, como circulam boatos) e uma prisão, que deveria ser em Olímpia, mas pelo alvo estar em São Paulo, foi lá que se concretizou. Nas apreensões feitas em Olímpia, R$ 5 mil em dinheiro e celulares.

Por ser crime internacional de drogas, as prisões da Operação Catrapo foram todas preventivamente, só se livram das grades por ‘habeas corpus’, ficando à disposição das investigações e da Justiça.

CATRAPO E ‘THE FALLEN’

A operação Catrapo teve como base a prisão de seu líder, o ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho. Eles usavam aviões com prefixos adulterados para transportar cocaína com destino para a Europa e envolvendo Peru e Bolívia. Foram apreendidas drogas e R$ 40 milhões. Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva, que foram aplicados em Mato Grosso, São Paulo (inclusive Olímpia), Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas, Rondônia e Tocantins.

“A quadrilha investigada trazia do exterior aviões e chegando ao território nacional, fazia a adulteração dos prefixos dessas aeronaves. Elas eram utilizadas para buscar droga na Bolívia e no Peru com destino principalmente à Europa”.

Em outra operação chamada “The Fallen“, o alvo era o contrabando de peças de avião que são utilizadas por traficantes no transporte da droga. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão preventiva nos Estados de Pernambuco, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia. Tudo começou com uma importação suspeita de peças de avião que chegou em Recife.

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