01 de agosto | 2026
Exposição na ECO aproxima tradições de Olímpia e do Rio de Janeiro durante o FEFOL
Mostra gratuita reúne folias de Reis, congada, carnaval, jongo, capoeira, objetos, indumentárias e produções audiovisuais. Visitação segue diariamente até março de 2027.
Da Redação com Leonardo Concon – A exposição “De Olhos d’Água ao Rio-Mar — Olímpia abraça o Rio de Janeiro” foi aberta nesta sexta-feira (31), na Estação Cultural de Olímpia (ECO), reunindo manifestações populares das duas regiões em um mesmo percurso.
A mostra integra a programação cultural realizada no período do 62º Festival do Folclore de Olímpia, que começa neste sábado (1º) e terá o Rio de Janeiro como Estado homenageado. A entrada é gratuita, com visitação diária das 9h às 21h, até março de 2027.
TRADIÇÕES LOCAIS E FLUMINENSES
O acervo reúne obras de arte, fotografias, roupas, objetos, símbolos religiosos e produções audiovisuais. A proposta é apresentar aproximações entre manifestações que fazem parte da história cultural de Olímpia e expressões populares do Rio de Janeiro.
Entre as referências olimpienses estão as folias de Reis, o São Gonçalo, o Moçambique, a congada, a catira e os grupos parafolclóricos ligados à trajetória do Festival do Folclore.
CARNAVAL, JONGO E CAPOEIRA
A cultura fluminense aparece representada pelo carnaval, jongo, afoxés, capoeira, passinho, funk e manifestações de matriz africana.
O espaço também apresenta fantasias, peças artesanais, roupas usadas por grupos tradicionais e elementos relacionados à religiosidade popular.
PERCURSO FOI ORGANIZADO EM TRÊS EIXOS
A curadoria da exposição é de Cota Azevedo e Gil Fonseca, com cenografia de Maíra Ramos. Segundo os responsáveis, a mostra foi construída a partir da imagem de um encontro entre as águas de Olímpia e do Rio de Janeiro.
O percurso foi dividido em três eixos: festas e folias; ofícios, saberes e símbolos; e a memória do professor José Sant’Anna, idealizador do Festival do Folclore.
VÍDEOS RECUPERAM A HISTÓRIA DO FESTIVAL
A exposição apresenta cinco produções audiovisuais inéditas sobre a trajetória de José Sant’Anna e a participação de grupos fluminenses ao longo da história do FEFOL.
Parte dessa relação permanece documentada no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Rio de Janeiro, que conserva correspondências trocadas pelo professor durante suas pesquisas.
EDITAL AJUDOU NO TRANSPORTE DOS GRUPOS
A secretária de Cultura e Defesa do Folclore, Priscila Foresti, destacou o apoio do Estado do Rio de Janeiro ao deslocamento dos grupos selecionados para participar do festival.
Segundo ela, um edital de mobilidade específico ajudou a viabilizar a presença das manifestações fluminenses em Olímpia, reduzindo uma das principais dificuldades enfrentadas pela organização.
PARCERIAS DEVEM CONTINUAR
Instituições culturais do Rio de Janeiro também participaram da abertura. O presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som, César Ribeiro, colocou o acervo da entidade à disposição de futuros projetos realizados em parceria com Olímpia.
O Instituto Cuiá, responsável por parte da realização da mostra, também participa da revisão do projeto do Museu de História e Folclore Maria Olímpia.
MINISTÉRIO DA CULTURA PARTICIPOU DA ABERTURA
O representante do Ministério da Cultura, Tião Soares, acompanhou a solenidade e afirmou que a presença do órgão reforça o compromisso com as culturas tradicionais e populares.
De acordo com Priscila Foresti, havia mais de 30 anos que Olímpia não recebia um representante do Ministério da Cultura durante o período do festival.
NOVO ESTADO HOMENAGEADO SERÁ ANUNCIADO ANTES
Durante a cerimônia, o prefeito Geninho Zuliani afirmou que o município pretende anunciar ainda nesta edição qual será o Estado homenageado pelo FEFOL em 2027.
Segundo ele, a escolha antecipada permitirá mais tempo para estabelecer parcerias, organizar a participação dos grupos e buscar recursos para o deslocamento das delegações.
ARTISTAS DE OLÍMPIA PARTICIPAM DA MOSTRA
A exposição também reúne trabalhos de artistas locais, entre eles José Otávio Bergamasco, autor da arte oficial do 62º FEFOL.
O cartaz apresenta elementos das culturas olimpiense e fluminense, como o Cristo Redentor, o calçadão de Copacabana, a folia de Reis e o jongo.
SERVIÇO
A exposição “De Olhos d’Água ao Rio-Mar — Olímpia abraça o Rio de Janeiro” permanece aberta diariamente, das 9h às 21h, na Estação Cultural de Olímpia.
A visitação é gratuita e seguirá até março de 2027, com obras, objetos, indumentárias, fotografias e vídeos relacionados às culturas de Olímpia e do Rio de Janeiro.
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