27 de outubro | 2025
Funcionária é mantida em cômodo de padaria por quase nove horas após discussão sobre dívida em Altair
Mulher de 35 anos afirma ter sido trancada por ex-patrões que a acusavam de não pagar fatura de cartão de crédito: suspeitos teriam tomado o celular da vítima e feito ligações a familiares.
Na manhã desta segunda-feira, uma mulher, identificada como E.S.O, prestou queixa contra três investigados por suposto sequestro e cárcere privado em uma padaria localizada no centro de Altair, interior de São Paulo.
A vítima afirma que o episódio ocorreu em 15 de setembro de 2025, por volta das 7h30, no comércio onde trabalhou por aproximadamente sete meses.
DÍVIDA NO CARTÃO DE CRÉDITO VIRTUAL
De acordo com a E.S.O, ela se tornou amiga dos proprietários do estabelecimento e devido à proximidade entre as partes, V.C.R teria oferecido o uso de um cartão de crédito virtual de sua titularidade, mediante o compromisso de pagamento das faturas.
Segundo conta que usava o cartão com autorização, sempre informando à V.C.R quando realizava compras, que sempre quitou os valores em dia e, em algumas ocasiões, o valor era descontado diretamente de seu salário
Entretanto, a fatura do mês de setembro, no valor de R$ 4.290,15, não havia sido paga até o dia 10, data de vencimento. Na manhã do dia 15, por volta das 7h35, V.C.R desceu de sua residência e chamou a funcionária e seu pai, também funcionário do local, para uma conversa em um cômodo ao lado do estabelecimento.
RESTRIÇÃO DE LIBERDADE E MANIPULAÇÃO DE CELULAR
Dentro do cômodo, a patrõa afirmou que seu nome havia sido incluído no SPC e Serasa e exigiu o pagamento imediato da fatura. Em seguida, tomou o celular das mãos da funcionária, acessando diversos aplicativos, inclusive bancários. E.S.O também relata que V.C.R acessou a agenda telefônica, pegou números de familiares e conhecidos e fez ligações e envios de mensagens, informando sobre a suposta dívida. Entre os contatos, estariam o ex-padrasto da jovem e um amigo da mãe.
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