10 de junho | 2026
Golpistas usam falsa reunião no Google Meet e arrancam R$ 2,3 mil de moradora de Olímpia
Estelionatários se passaram por advogado, criaram uma falsa audiência virtual e convenceram vítima a fazer pagamentos sob a promessa de receber valores de uma ação judicial

O caso foi registrado na manhã de terça-feira, 9 de junho, na Delegacia de Polícia de Olímpia. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu mensagens pelo WhatsApp de uma pessoa que utilizava a fotografia de seu advogado no perfil, transmitindo credibilidade e fazendo com que acreditasse estar falando com alguém ligado ao processo judicial que realmente possuía.
FALSA REUNIÃO DEU APARÊNCIA
DE LEGALIDADE AO GOLPE
De acordo com o relato, o suposto advogado informou que a ação havia sido julgada favoravelmente e que os valores estavam prontos para serem liberados. Para reforçar a história, os criminosos enviaram um link para uma reunião na plataforma Google Meet.
A vítima participou da chamada virtual por cerca de 20 minutos. Durante todo o encontro, visualizou apenas uma imagem fixa na tela e ouviu a voz de um homem que se apresentava como responsável pelos procedimentos necessários para a liberação do dinheiro. O interlocutor explicava supostas etapas burocráticas e reforçava a necessidade de pagamentos para quitação de impostos e taxas judiciais.
PROMESSA DE DINHEIRO IMEDIATO
CONVENCEU A MORADORA
Acreditando que receberia uma quantia significativa referente ao processo, a mulher concordou em efetuar os pagamentos solicitados. Segundo o boletim, ela realizou três transferências bancárias que totalizaram R$ 2.349.
Após a conclusão dos depósitos, os golpistas informaram que o dinheiro da ação judicial seria creditado em sua conta em aproximadamente dez minutos. O prazo, porém, passou sem que qualquer valor fosse recebido.
DESCONFIANÇA SURGIU APÓS CONTATO
COM O VERDADEIRO ADVOGADO
Diante da demora, a vítima tentou contato com seu advogado pelos canais habituais. Foi então informada de que não havia qualquer valor judicial liberado em seu nome e que nenhum pagamento era necessário para recebimento de eventual indenização.
O profissional também esclareceu que jamais havia entrado em contato para tratar de liberação de recursos ou cobrança de taxas relacionadas ao processo, confirmando que sua identidade havia sido utilizada pelos criminosos para dar credibilidade à fraude.
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