04 de outubro | 2009
Interdição de ‘lixão’ faz Geninho privatizar coleta do lixo
A interdição do ‘lixão’, localizado às margens da rodovia Armando de Salles Oliveira, “Rodovia da Laranja”, fez o prefeito Eugênio José Zuliani, Geninho, optar pela privatização da coleta, transbordo e tratamento do lixo de Olímpia. Abriu licitação. Pelo menos isso é o que se depreende das afirmações do secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos, engenheiro Gilberto Tonelli Cunha, ao explicar a publicação do pregão presencial número 27, na edição do sábado, dia 26, na Imprensa Oficial do Município (IOM).
De acordo com a publicação, com a abertura dos envelopes prevista para a manhã do dia 9 de outubro, às 9h30, o pregão tem por objeto a contratação de empresa especializada para a prestação dos serviços de coleta, transporte, transbordo e destinação final de resíduos sólidos domiciliares e comerciais, da cidade de Olímpia.
Durante uma entrevista que concedeu a uma emissora de rádio local, o secretário explicou que, embora seja uma questão que já está sendo discutida há muito tempo, foi o ato de interdição da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, especializada em tecnologia e saneamento básico, que “deu ultimato ao prefeito, concedendo prazo de 60 dias para resolver a questão do aterro sanitário”.
“Então, não só o encerramento do atual aterro, que a gente estava conseguindo controlar com a Cetesb dentro de um nível aceitável, mas agora, precisa ser encerrado e isso custa em torno de R$ 1 milhão para fazer todo o tratamento de chorume e as contenções e todo esse custo teremos que fazer num curto espaço de tempo”, acrescentou Cunha.
Investimento
Além disso, outro problema seria a construção de um novo aterro sanitário, dentro das especificações da Cetesb. De acordo com o secretário, a nova área de 13 alqueires, que vem sendo negociada desde a administração passada, custaria em torno de R$ 600 mil. “Para comprar barato”, enfatizou. Segundo ele, há uma área, ao lado do atual lixão, que já tem até decreto de utilidade pública e licença prévia expedida pelo órgão, que ainda não foi adquirida pela prefeitura.
“Somando todos esses custos e com o prazo de 60 dias que nós tínhamos com o ultimato que a Cetesb fez e comunicou o Ministério Público, o prefeito tem que tomar uma decisão. Ele tem que resolver o problema do lixo. Poderia até continuar como está. Só que aí haveria a aplicação de uma multa diária de R$ 1,5 mil. Teríamos, além dos R$ 125 mil, somar mais R$ 50 mil por mês”, justificou.
Cunha explicou também que a prefeitura não teria condições de licenciar um aterro, fazer o encerramento do atual aterro, comprar equipamentos e veículos novos para dar prosseguimento ao serviço essencial. “Não teria condições num curto espaço de tempo de 60 dias”, reforçou.
Desde 2001, segundo o secretário, que a prefeitura vem trabalhando no sentido de ajustar a situação: “que estamos tentando licenciar e aprovar uma área para construção do aterro sanitário e somente agora, no início de 2009, lá pelo mês de fevereiro, saiu uma licença prévia com 17 restrições que sejam cumpridas, então, significa que temos que fazer, num curto prazo de tempo, um grande serviço que é desde a coleta até a destinação final”.
Além disso, aponta os problemas com a frota e equipamentos, outro fator que levou à tomada da decisão. “Temos quatro veículos já em condições de uso bastante precárias, com mais de 20 anos de utilização. Alguns caminhões velhos. Os equipamentos também são antigos. Esses veículos são dispendiosos, alguns obsoletos, que já não estão apropriados para o uso”, diz.
Segundo ele, o investimento para sanar esses problemas, somando o que é necessário para o novo aterro, obrigaria um investimento muito grande e de imediato. “Também teríamos que fazer licenciamento e implantação de novo aterro sanitário que não vai sair por menos de R$ 1,5 milhão agora, que vai ser investido num curto espaço de tempo.
Se considerar R$ 1,5 milhão, mais os R$ 500 mil para a renovação da frota e também vamos ter que fazer, além do licenciamento, o serviço de coleta que temos os custos já efetivos, que já acontecem, do pessoal que são as horas extras, salários e tudo mais, somando tudo isso vamos ter praticamente um investimento de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões que teríamos de fazer de imediato”, informou.
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