30 de março | 2025
Jesus Buzzo afirma que os servidores tiveram pedidos de diálogo ignorados
SINDICATO MOSTRA O OUTRO LADO!
Presidente da AFPMO expõe bastidores do reajuste e contesta postura da Câmara e afirma que a proposta foi rejeitada em assembleia, que a categoria tentou manter o diálogo e que usará a Tribuna Livre da Câmara para esclarecer os fatos à população.

Segundo Buzzo, a pauta de reivindicações foi protocolada junto ao Executivo em novembro de 2023. O pedido inicial era de um reajuste de 18%, com base na recomposição de perdas acumuladas e nos aumentos concedidos a cargos comissionados nos últimos anos. Além disso, os servidores pediam equiparação nos benefícios e maior valorização.
CATEGORIA REJEITOU PROPOSTA
APRESENTADA PELA PREFEITURA
A proposta enviada pela Prefeitura à Câmara foi de reajuste de 5,5%, auxílio-alimentação de R$ 600 e gratificação de R$ 100 por assiduidade. Segundo o presidente da AFPMO, essa proposta foi rejeitada por unanimidade em assembleia realizada no dia 20 de março, com ampla participação da categoria.
“A assembleia é soberana, e a categoria não aceitou os valores propostos. Comunicamos isso à Prefeitura e também protocolamos na Câmara um pedido de retirada do projeto para continuarmos o diálogo”, afirmou.
SINDICATO SE DIZ IGNORADO
PELO EXECUTIVO E LEGISLATIVO
Jesus Buzzo relatou que, após a assembleia, não houve qualquer tentativa de negociação por parte do Executivo. Também afirmou que nenhum vereador procurou o sindicato para discutir a proposta antes da votação.
“Fomos completamente ignorados. Tentamos o diálogo até o último momento. O mínimo que esperávamos era que o projeto fosse retirado da pauta para que pudéssemos conversar”, declarou.
DECISÃO DE MANTER PROJETO NA PAUTA
FOI CHOQUE PARA A CATEGORIA
A permanência dos projetos na pauta da sessão e sua aprovação unânime foram vistas pelo sindicato como um ato de desrespeito. “Ficou claro que a decisão já estava tomada. O que ocorreu na Câmara foi apenas uma formalidade”, avaliou.
Buzzo também criticou a forma como os projetos foram agrupados e votados em bloco. Para ele, isso impossibilitou o debate individual de temas sensíveis como a gratificação por assiduidade, considerada inconstitucional em diversas decisões judiciais.
USO DA TRIBUNA LIVRE
ESTÁ NOS PLANOS DO SINDICATO
Durante o podcast, Buzzo afirmou que o sindicato irá solicitar formalmente o uso da Tribuna Livre na próxima sessão da Câmara. O objetivo é apresentar os fatos do ponto de vista da categoria e responder às declarações do vereador Gustavo Pimenta, que, segundo ele, desrespeitou os servidores com frases agressivas.
“Fomos desrespeitados publicamente. O mínimo que esperamos agora é ter a chance de apresentar nosso lado de forma clara e direta à população”, disse.
SINDICATO TAMBÉM CRITICA
FALTA DE ABERTURA PARA O DIÁLOGO
Segundo Buzzo, a maior frustração da categoria é a falta de escuta. Ele lembrou que os servidores públicos são o pilar da administração municipal e merecem ser tratados com mais respeito e consideração. “Nós estamos abertos ao diálogo. Quem fechou as portas foi o Executivo e, lamentavelmente, também o Legislativo”, concluiu.
O sindicato ainda avalia se tomará outras medidas institucionais e jurídicas em relação ao episódio, mas garante que seguirá atuando com transparência e defendendo os interesses dos trabalhadores do serviço público municipal.
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