22 de dezembro | 2011

Levantamento aponta Olímpia como vice-campeã em raios

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Um levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica que em números absolutos o município de Olímpia como o vice-campeão em descargas elétricas durante temporais, os chamados raios. Segundo dados coletados no verão passado, foram 1.351 faíscas que tocaram o solo, ou seja, a média de 5,7 .

De acordo com o Elat (Eletricidade Atmosférica), departamento vinculado ao órgão, responsável pela avaliação dos fenômenos, a média 5 é considerada alta quando se fala em raios. Para chegar ao índice, é dividida a quantidade de descargas elétricas pela área do município.

Das 10 maiores cidades da região noroeste, o município de Olímpia perde apenas para Barretos que teve 2.624 registros, média de 5,9. Em seguida aparecem: José Bonifácio, (1.334), Novo Horizonte (1.275), São José do Rio Preto (792), Fernandópolis (595), Catanduva (455), Mirassol (390), Votuporanga (390) e Jales (381).


Somente no último verão, entre dezembro de 2010 e março de 2011, esses municípios contabilizaram juntos 9.569 raios – foram considerados só os que tocaram o solo. Raios são descargas elétricas de grande intensidade que conectam as nuvens de tempestade na atmosfera e o chão.

Na região, a maior incidência de descargas elétricas ocorre entre janeiro e fevereiro e a chegada do verão na madrugada da quinta-feira desta semana, por volta das 2h30, além de chuvas fortes, trará também as chamadas descargas elétricas que podem causar prejuízos financeiros e até mortes.

O coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, afirmou ao jornal Diário da Região, de Rio Preto, que um dos principais fatores para a maior incidência de raios é o aumento da temperatura devido à urbanização e o desenvolvimento (o que, somado ao aquecimento global, aumenta a possibilidade de tempestades mais severas).

Segundo o Elat, a maioria das mortes ocorre em atividades relacionadas a trabalhos agrícolas. A cada 50 óbitos por raios no mundo, um é no Brasil, o país campeão de incidência do fenômeno. Por ano, são 130 mortes, sobretudo por parada cardíaca e respiratória, e 200 feridos, principalmente com queimaduras. A energia de um raio é de 30 mil ampères, cerca de mil vezes a intensidade de um chuveiro elétrico.

Previsão de calor e chuva
O verão deve passar dentro da média climatológica. É o que afirma o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). Assim, a população deve esperar altas temperaturas durante o dia e se preparar para temporais nos fins da tarde. A estação termina às 2h14 do dia 20 de março. O meteorologista Felipe Farias afirma que, na região de Rio Preto, a temperatura deve oscilar entre 32 e 35 graus.

As chuvas serão acompanhadas por rajadas de vento, granizo e raios e podem ocorrer por vários dias seguidos. Depende da influência da zona de convergência do Atlântico/Sul.

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