15 de maio | 2011

Menor acusado de tráfico pode ter ligação com PCC

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O menor ICSA, de apenas 14 anos, que reside no Jardim Santa Ifigênia, zona norte de Olímpia, considerada até uma região endêmica em relação ao tráfico de entorpecentes, pode até ter ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criminosa que já barbarizou no Estado de São Paulo e, pelo que consta, ainda comanda o crime organizado de dentro de presídios.


A possibilidade foi apontada por uma profissional especializada em comportamento psicossocial, entrevistada na tarde desta sexta-feira, dia 13, que, por razões preventivas até em relação a seus pacientes, pediu para ter sua identidade preservada.


ICSA foi apreendido em flagrante na tarde da quinta-feira, desta semana, acusado de tráfico de drogas e, por furto de um veículo, pelo menos, mas já teve várias passagens por infrações relacionadas ao tráfico. A profissional avalia que, em razão das informações que já recebeu, ainda não são todas, que se trata de um menino superdotado e com uma inteligência superior à média para a idade.


Depois de ficar sabendo das ações praticadas pelo adolescente, principalmente nas proximidades do complexo da prefeitura que envolve duas escolas municipais, uma unidade de saúde e uma quadra poliesportiva, já até chamada de “complexo do tráfico” (sic), ele já está dentro de um esquema muito bem organizado.


“Acho que ele deve ter ligação com o pessoal do PCC ou coisa assim. Acredito em tudo porque se trata de um menino superdotado, que é capaz de, como deve ter ocorrido, implantar a rede de tráfico dele”, observou.


CAPACIDADE DE
ORGANIZAÇÃO

A capacidade de organizar o crime apresentada por esse adolescente é bastante assustadora. Pelo que se depreende de duas ocorrências registradas pela polícia nesta semana, ele tem o poder até de comandar pessoas maiores de idade que, na verdade deveriam tomar conta da situação. “Ele (adolescente) dever ter elaborado o furto”, enfatizou. “São meninos com inteligência acima da média e que, desde pequenos, são direcionados para o mal”, reforçou.


Por isso a especialista entende que até seria interessante conhecer mais profundamente a formação familiar do menor, inclusive a sua árvore genealógica, e ainda saber como vive. “É preciso conhecer o ambiente familiar, se estudou, se ficava na rua, como era seu rendimento escolar, e até se era líder já na escola”, disse.


“Ele já é líder do tráfico, deve ser bem articulado para falar. Sabe fazer planejamento, é destemido e até deve usar armas. Parece ser um menino que tem muita potencialidade, que pode ser utilizada tanto para o bem, quanto para o mal”, finalizou.

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