31 de março | 2008

Motoqueiros atropelam e deixam criança de três anos em estado gravíssimo no Jd. Santa Fé

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Dois indivíduos ainda não identificados pela polícia, ocupando uma motocicleta Twister, cor vermelha, passando pelo local em alta velocidade, acabaram atropelando o menino Ivan Douglas Ribeiro Júnior, de apenas três anos de idade, que reside na avenida Manoel Cunha, número 619.

Socorrido com suspeitas de traumatismo craniano e com fraturas múltiplas pelo corpo, ele foi levado à Santa Casa de Olímpia e, depois, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

O atropelamento ocorreu por volta das 18h20 do domingo, dia 30, na avenida Manoel Cunha, número 539, no Jardim Santa Fé, nas proximidades da antiga sede da fazenda, onde funciona uma padaria.

Os dois fugiram entortando a placa da moto para evitar a identificação do veículo. No entanto, testemunhas, embora com receio de serem perseguidas futuramente, informaram os possíveis apelidos dos ocupantes da moto.

Segundo consta, o pai do menino deixou sua casa com o filho para ir à padaria. Mas ao chegar ao local ele entrou e o filho acabou ficando para trás e, segundo contou aos policiais ouviu um estouro do lado de fora do estabelecimento e, quando saiu, viu o filho caído e os dois fugindo com a motocicleta.

O atropelamento acabou provocando um tumulto gerado por moradores das redondezas, que se revoltaram e colocaram objetos impedindo o trânsito de veículos na avenida Manoel Cunha e, em seguida, ainda atearam fogo nos objetos que havia usado para fechar a avenida.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estiveram no local para acalmar os ânimos dos moradores e também apagar o fogo que queimava os objetos que impediam o trânsito na avenida. O fato acabou gerando até uma denúncia de incitamento.

LEI DO SILÊNCIO
Entretanto, um crime bárbaro como deve ser considerado esse caso de atropelamento, pode terminar sem punição em razão de, aparentemente, o Jardim Santa Fé estar, possivelmente, sob a chamada “Lei do Silêncio”.

Apesar de algumas pessoas terem até declinado os apelidos dos dois ocupantes da motocicleta, fizeram também questão de pedir para não serem identificados como testemunhas, possivelmente, com receio de represálias no futuro.

Embora seja um acidente de trânsito, o caso poderá ser considerado como um crime doloso, pois aparentemente, ao fugir, deixaram claro ter ciência da maneira que transitavam com o veículo, tinham noção de que colocavam a vida de pessoas em risco.

Porém, mesmo que seja considerado um acidente de trânsito doloso, que pode levar os dois para a cadeia, sem as testemunhas, dificilmente a justiça conseguirá punir os elementos.

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