11 de maio | 2025
Naiara fala sobre separação, educação e o que falta em Olímpia para as crianças
DESAFIOS/SUPERAÇÃO/MATERNIDADE!
Designer de sobrancelhas e micropigmentadora, Naiara Viaro destaca as dificuldades de conciliar maternidade e profissão, relata ensinamentos passados por sua mãe e avalia os serviços oferecidos pela cidade às mães e filhos. Ela também fala sobre liberdade, relação com os filhos e momentos marcantes vividos com as crianças.

Apesar disso, ela afirma que encontrou forças justamente nos filhos, que hoje demonstram mudanças positivas por viverem em um ambiente mais calmo. “Tem sido leve essa mudança, talvez por isso esteja sendo mais fácil superar”, afirma.
TRANSFORMAÇÕES COMO MULHER,
PROFISSIONAL E CIDADÃ
A maternidade, segundo Naiara, alterou profundamente sua forma de ser. “É como se virasse uma chavinha, e você passasse a ser mais confiante, mais destemida, mais forte, mais cuidadosa”, explica. A mudança também se reflete na forma como lida com a profissão e no modo como enxerga o mundo ao redor.
Ela cita ainda os ensinamentos herdados da mãe, que repete diariamente aos filhos: ser honesta, não querer o que não é seu e sempre ajudar o próximo. Valores que também foram colocados em prática por um de seus filhos em uma situação que a marcou profundamente.
GESTO DE EMPATIA REVELA
VALORES ENSINADOS EM CASA
Um dos momentos mais emocionantes de sua trajetória como mãe aconteceu quando seu filho, Lucca, decidiu doar um doce que carregava para um morador de rua. Naiara se lembra com emoção da cena: “Ele pegou o doce dele e deu pro morador de rua, porque ele disse que ele estava com fome e ele não queria mais comer o doce”. Para ela, foi a confirmação de que está no caminho certo na formação de seus filhos.
A relação com os filhos, conta, é pautada na confiança e no diálogo aberto. Mesmo com o filho mais velho, de 15 anos, as conversas fluem com naturalidade, sem tabus.
CRÍTICAS À ESTRUTURA
PARA MÃES EM OLÍMPIA
Ao ser questionada sobre como é ser mãe em Olímpia, Naiara elogia o avanço econômico proporcionado pelo turismo, mas faz ressalvas importantes. Ela aponta a falta de creches em período integral, profissionais capacitados para lidar com crianças com necessidades específicas e horários incompatíveis com a rotina das mães trabalhadoras.
“O comércio fecha às 18h e a creche fecha às 16h, alguém explica?”, questiona. Para ela, falta um olhar mais atento às mães e às crianças da cidade fora do ambiente escolar.
FUTURO E LEGADO:
COMO QUER SER LEMBRADA
Naiara deseja que, no futuro, seus filhos a vejam como uma mãe presente, batalhadora e amorosa. Alguém que os apoiou em cada conquista e que se dedicou inteiramente à missão de formar homens de bem. “Uma mãe que sempre respeitou, que sempre esteve ao lado deles, que lutou sempre pelo melhor”, resume.
LIBERDADE E DIÁLOGO
COMO BASE DA EDUCAÇÃO
Ela também reflete sobre a liberdade na maternidade atual. Comparando com sua própria experiência, afirma ter trazido para seus filhos a mesma liberdade que teve com sua mãe. “A confiança é necessário ser construída desde pequeno, necessário e essencial”, conclui.
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