17 de abril | 2026
Negociação de veículo termina em agressão com barras de ferro e ameaças em Olímpia
Homem de 62 anos relata ter sido atacado por ex-companheira e filho após tentativa de desfazer compra e carro com problemas mecânicos e chassi remarcado

Segundo o relato, a confusão começou após A. adquirir um carro pertencente a J. G. A. B., filho de sua ex-companheira, A. A. S.. Como parte do pagamento inicial, ele desembolsou R$ 2.500,00, sendo que a maior parte do valor foi destinada à proprietária do imóvel onde a mulher reside, para quitar débitos de aluguel.
PROBLEMAS MECÂNICOS E CHASSI REMARCADO
A situação se agravou durante uma viagem até Catanduva/SP, onde o grupo pretendia revender o veículo em uma garagem. No local, foram constatados problemas graves no motor, além da identificação de chassi remarcado, o que inviabilizou a venda e gerou desentendimentos entre as partes.
Diante das irregularidades, A. decidiu rever os termos do negócio e permanecer com o automóvel sob outras condições. No retorno a Olímpia, no entanto, a ex-companheira teria se recusado a devolver as chaves do carro. Ao perceber que a Polícia Militar seria acionada, A. teria se aproximado portando uma barra de ferro e iniciado as agressões, causando ferimentos na mão da vítima.
AGRESSÕES COM BARRA DE FERRO E LESÕES NA NUCA
De acordo com o boletim de ocorrência, a violência se intensificou com a participação de J. G., de 22 anos. Também armado com uma barra de ferro, ele teria atingido A. na nuca, no braço e na região das costelas.
As lesões foram documentadas por meio de laudo médico apresentado na delegacia na manhã desta quinta-feira, 16 de abril, durante o registro formal do caso. Além das agressões físicas, a vítima relatou ter sido alvo de ameaças verbais por parte dos envolvidos.
AMEAÇAS E TENSÃO APÓS O ATAQUE
Ainda conforme o depoimento, A. teria afirmado que, além de perder o dinheiro e ser agredido, o homem seria alvo de uma representação judicial com pedido de medida protetiva. Já o filho teria debochado da situação com a frase: “Perdeu, otário”.
O episódio aumentou o temor da vítima, que relatou receio de novas agressões e de possíveis acusações falsas que possam prejudicá-lo judicialmente.
VÍTIMA TEME DENÚNCIAS FALSAS E BUSCA JUSTIÇA
Artur declarou à Polícia Civil que teme pela sua integridade física e psicológica, além de possíveis tentativas de manipulação dos fatos por parte da ex-companheira. Ele manifestou interesse em representar criminalmente contra mãe e filho pelos crimes de lesão corporal (artigo 129) e ameaça (artigo 147) do Código Penal.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Olímpia pelo escrivão Felipe Ricardo Ducatti. A vítima foi orientada quanto ao prazo legal de seis meses para formalizar a representação criminal, e o boletim de ocorrência foi encaminhado para as providências judiciais cabíveis.
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