30 de junho | 2013

Olímpia não tem neurocirurgião para atender UTI da Sta. Casa

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A falta de médicos de determinadas especialidades é um tema que já foi debatido amplamente no passado, mas continua sendo atual e voltou à tona nesta semana. E novamente a questão está relacionada ao fato de que Olím­pia não tem um neurocirur­gião para atender casos de trau­ma­tismos cranianos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa local.

Desta feita a questão voltou à tona na quarta-feira desta semana (25), em razão de um problema sofrido pelo olimpiense Nevile Ayres Zambon, sogro do locutor da rádio Menina AM, jornalista Márcio Matheus Gonçalez.

Demonstrando bastante indignação, Gonçalez relatou durante a segunda parte do programa Cidade Aberta, que seu sogro sofreu um acidente doméstico, ou seja, sofreu uma queda da escada em sua casa e bateu a cabeça sofrendo um traumatismo craniano, que teve como consequência um edema (inchaço) e coágulo.

A indignação, segundo o jornalista, é que o acidente aconteceu no final da tarde da terça-feira, por volta das 17 horas, mas somente recebeu um tratamento adequado a partir do início da tarde do dia seguinte, por volta das 13h30.

Inicialmente, Nevile foi socorrido pelo resgate até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Olímpia, mas como tem plano de saúde Unimed foi transferido para a Santa Casa por volta das 18 horas, onde permaneceu no Pronto Atendimento do convênio, mas sem tratamento até por volta das 22h30.

Justamente pela ausência de um médico da especialidade, ele não podia permanecer na UTI local e necessitava de ser transferido para São José do Rio Preto. Inicialmente não tinha vaga, mas depois surgiu uma na UTI da Santa Casa daquela cidade.

No entanto, surgiu um novo problema: faltava uma ambulância para realizar o transporte e, segundo Márcio Matheus, a Unimed não tinha uma disponível.

Por isso, somente por volta das 22h30 é que conseguiram o transporte, através da Secretaria Municipal de Saúde que liberou a ambulância do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Entretanto, quando Nevile chegou ao hospital em Rio Preto o médico já não estava aguardando e o atendimento deste foi somente até por volta das 7 horas.

Porém, nesse momento já não estava mais disponível a vaga na UTI conseguida na noite anterior e uma nova surgiu somente por volta das 13h30, quando foi iniciado o tratamento propriamente di­to.

“Uma vergonha a Santa Casa daqui não ter uma UTI com neurologista para acompanhar casos assim. Precisa ser transferido. Se você sofre um traumatismo cra­nia­no você tem que ir ou para Rio Preto ou para Barretos, porque a UTI daqui não tem neurologista para atender”, desabafou o jornalista.

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